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Bruno Covas afirmou que PSDB terá que escolher entre ele ou Aécio, já Doria defendeu que o parlamentar saia espontaneamente do partido; entenda

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Divulgação
FHC defendeu permanência de Aécio no partido

Após a pressão de tucanos pela expulsão do deputado federal por Minas Gerais Aécio Neves do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se posicionou contra a saída do parlamentar do partido. Nesta quinta-feira (11), em sua conta do Twitter, FHC afirmou que "jogar filiados às feras é oportunismo" e defendeu que a sigla espere por uma decisão da Justiça. 

"O PSDB tem um estatuto e uma comissão de ética. Há que respeita-los. Jogar filiados às feras, principalmente quem dele foi presidente, sem esperar decisão da Justiça, é oportunismo sem grandeza. Não redime erros cometidos nem devolve confiança", escreveu FHC


O pedido de expulsão contra Aécio foi iniciativa do diretório do partido na capital paulista, que, por unanimidade, aprovou a representação na quinta-feira passada. Os dirigentes paulistanos defenderam a saída do parlamentar como medida para "estancar a sangria" do partido.

Ontem o governador de São Paulo, João Doria, também se posicionou a favor , mas afirmou que "melhor seria sua saída espontânea". "Esta é uma solução política e eticamente adequada, mas é uma decisão que compete a ambos. Mas se não adotarem, o PSDB vai adotar", disse. 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, por sua vez, afirmou que o partido terá que escolher entre ele ou o deputado . "Já manifestei diversas vezes no sentido da expulsão do deputado Aécio Neves do partido. E se o diretório do PSDB de Belo Horizonte quer a minha expulsão, essa é uma boa decisão, então, que fica agora para o PSDB nacional: ou eu ou Aécio Neves no partido".

Aécio voltou a ser notícia na última sexta-feira, quando a Justiça Federal de São Paulo ratificou o recebimento de uma denúncia em que o tucano é acusado de pedir R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, do Grupo J&F. Investigado em oito inquéritos, o deputado reafirmou ser inocente, informou que “não existe nova denúncia contra ele” e que o Supremo Tribunal Federal “apenas transferiu denúncia para a Justiça Federal de São Paulo”.