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Líder do PSL no Senado, parlamentar disse acreditar que "reunião pessoal e reservada" entre Bebianno e Bolsonaro irá esclarecer candidaturas suspeitas

Senador Major Olímpio (PSL-SP) minimizou impacto de crise com Bebianno no governo
Roque de Sá/Agência Senado - 12.2.19
Senador Major Olímpio (PSL-SP) minimizou impacto de crise com Bebianno no governo

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), afirmou nesta quinta-feira (14) que as suspeitas em torno de supostas 'candidaturas laranjas' do partido não vão impactar no funcionamento do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Major Olímpio reconheceu que a crise envolvendo Bolsonaro, o ministro da Secretaria de Governo, Gustavo Bebianno, e  o filho do presidente Carlos Bolsonaro é "desconfortante", mas disse acreditar que uma conversa entre o presidente e seu ministro vai esclarecer a situação.

"Eu tenho certeza que, no momento em que o ministro Bebianno tiver uma reunião pessoal e reservada com o presidente, tudo vai se esclarecer. Eu não vejo dificuldade nisso, nada influencia no ritmo do governo", disse o senador nesta quinta-feira (14).

Até o momento, não há agenda pública prevista entre Bolsonaro e Bebianno, muito embora a falta de comunicação entre os dois já tenha se mostrado um importante contorno desse princípio de crise política.

O ministro, que foi o presidente do PSL durante a campanha eleitoral de 2018, disse ter conversado com Bolsonaro a respeito das suspeitas – que envolvem repasses do fundo partidário para supostas candidaturas de fachada . Carlos Bolsonaro, no entanto, negou a versão e chegou a divulgar um áudio do presidente para acusar Bebianno de ter mentido. O próprio Bolsonaro endossou os ataques ao ministro da Secretaria de Governo.

Na noite dessa quarta-feira (13), em entrevista à TV Record , Bolsonaro disse que não está descartada a possibilidade de demitir Bebianno. "Se [Bebianno] estiver envolvido e, logicamente, responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens", disse.

As declarações do presidente incomodaram o ministro , que desabafou com pessoas próximas e  cancelou compromissos oficiais após a repercusão do caso suspeito envolvendo seu nome. 

A Polícia Federal já abriu investigação a respeito do episódio e intimou para depor a candidata Maria de Lourdes Paixão, que recebeu R$ 400 mil da Direção Nacional do PSL às vésperas da eleição do ano passado. Loudes Paixão obteve apenas 274 votos na disputa para uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de Pernambuco.

O ministro da Justiça e Segurança Pública,  Sérgio Moro, também garantiu hoje que todos os casos suspeitos envolvendo campanhas do PSL serão investigados.

O líder do PSL no Senado admitiu que as suspeitas em torno do caso geram desconforto, mas ressaltou a boa relação entre Bolsonaro e Bebianno. "Logicamente é desconfortante para todos, mas ele foi escolhido para ser ministro por ser da absoluta confiança do presidente, então qualquer ruído na comunicação deve ser [resolvido] entre ele, presidente, e o ministro Bebianno", acrescentou Olímpio.

Leia também: Filho do presidente "gera uma crise desnecessária" dentro do governo, diz Joice

O parlamentar reforçou que o caso não traz "absolutamente nenhum reflexo" para a votação de medidas no Congresso Nacional. "Sabemos que é uma coisa que deve ser resolvida lá no Poder Executivo", disse  Major Olímpio

*Com reportagem da Agência Brasil

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