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Moro se reuniu hoje com ministros argentinos e disse que acordo será aprimorado para melhorar comunicação entre as autoridades dos países

Ministro Sérgio Moro se reuniu hoje com ministros argentinos para discutir extradição
Foto:Isaac Amorim/MJSP - 16.1.19
Ministro Sérgio Moro se reuniu hoje com ministros argentinos para discutir extradição

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, anunciou nesta quarta-feira (16) acordo para aprimorar o tratado para extradições entre o Brasil e a Argentina. O anúncio foi feito após reunião com autoridades argentinas que acompanharam o presidente do país,  Maurício Macri, que visitou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Palácio do Planalto.

De acordo com Sérgio Moro , a revisão do acordo bilaterial de extradição visa permitir uma comunicação mais rápida entre os dois países. “As formas de comunicação hoje são outras, e a percepção é de que há uma necessidade de sempre agilizar esses mecanismos de cooperação”, afirmou.

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O tratado de cooperação jurídica em vigor entre Brasil e Argentina foi assinado em 1961 e o decreto de aprovação, promulgado em 1968 no Brasil. O assunto foi discutido em reunião entre Moro e os ministros argentinos de Justiça e Direitos Humanos, Germán Garavano, e da Segurança, Patrícia Bullrich.

O anúncio de um novo acordo com os argentinos reverbera a busca por políticas de colaboração entre os governos de direita na América do Sul para a área da segurança.  Em novembro, o Mercosul aprovou proposta apresentada pelo governo brasileiro para  permitir que forças policiais realizem perseguições transfronteiriças entre os países-membros do bloco. Isto é, agora, a polícia poderá continuar a perseguir criminosos mesmo após eles cruzarem a fronteira com país vizinho.

A discussão para facilitar extradições surge também após toda a novela acerca do caso Cesare Battisti. A expulsão do italiano, condenado à prisão perpétua no país europeu, foi prometida pelo presidente Jair Bolsonaro, que acabou sendo antecipado por medidas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e do agora ex-presidente Michel Temer.

Battisti fugiu para a Bolívia, onde foi preso no último fim de semana. O processo que se seguiu revelou falha na comunicação do governo com autoridades internacionais. O Planalto queria trazer o terrorista ao Brasil para, só depois, enviá-lo para a Itália, mas o país europeu negociou diretamente com as autoridades bolivianas e selaram acordo pela extradição direta.

A Polícia Federal, subordinada à pasta de Sérgio Moro , chegou a enviar um avião para buscar Battisti em Santa Cruz de la Sierra. Em nota conjunta do Ministério da Justiça e do Ministério das Relações Exteriores , o governo explicou que a medida foi tomada "devido à urgência" do caso.

*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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