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Agora se recuperando em casa, no Rio, candidato foi pivô de atos a favor e contra dentro de voo de carreira; nas redes sociais, Bolsonaro reclama de Alckmin e celebra manifestações de apoio, que ocorrem em nove estados

Candidato Jair Bolsonaro foi celebrado em avião de carreira após deixar Hospital Albert Einstein, em SP
Reprodução/Twitter/PSL
Candidato Jair Bolsonaro foi celebrado em avião de carreira após deixar Hospital Albert Einstein, em SP

Vinte e três dias após ser internado devido à facada sofrida durante ato de campanha, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) deu ontem seus primeiros passos para fora do Hospital Albert Einstein , na zona sul de São Paulo.

Líder nas pesquisas de intenções de voto para a Presidência, Jair Bolsonaro deixou o centro médico pouco antes das 14h da tarde desse sábado (29) pela porta dos fundos, visando evitar os profissionais da imprensa que o aguardavam na entrada principal do hospital. De lá, o presidenciável seguiu para o Aeroporto de Congonhas, onde embarcou num voo de carreira para o Rio de Janeiro.

O presidenciável foi recebido com festa por boa parte dos passageiros do avião, da companhia aérea Gol, que gritavam palavras de ordem como "mito", "ele sim" e "ão, ão, ão, é Lula na prisão". Mas houve também vaias e gritos de "fascista" e "ele não" por outra ala de passageiros do avião, que teve sua decolagem atrasada em 20 minutos por conta do oba-oba a bordo. De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo , dois passageiros deixaram de embarcar para não viajarem com Bolsonaro.

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Vídeo mostra apoiadores celebrando Jair Bolsonaro em avião:


Bolsonaro desembarcou no aeroporto Santos Dumont, na região central da capital fluminense, por volta das 16h40. Da cabeceira do terminal, o candidato foi levado de carro para a sede do Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (Decea). Depois de 15 minutos, saiu em carro fechado, sem parar para falar com apoiadores que se aglomeravam no portão principal da Base Aérea carregando faixas e cartazes.

O candidato foi acompanhado no trajeto entre o aeroporto e sua casa, que fica num condomínio na Barra da Tijuca, por comboio com carros da Polícia Federal e do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

"Enfim em casa, perto de minha família no aconchego de nossso lar! Não há sensação melhor!", celebrou Bolsonaro já no início da noite. De acordo com o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, sua saúde continua muito frágil e, por conta disso, há recomendação médica para que o candidato não participe de nenhum evento.

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Jair Bolsonaro rebate Alckmin e acompanha manifestações pelas redes sociais

Jair Bolsonaro passou 23 dias internado e foi submetido a duas cirurgias após ser alvo de facada
Reprodução/Twitter/Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro passou 23 dias internado e foi submetido a duas cirurgias após ser alvo de facada

De casa, Bolsonaro tem dado sequência à estratégia que foi adotada por sua equipe desde o ataque a faca deflagrado por Adelio Bispo de Oliveira no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG): a de concentrar a campanha nas redes sociais.

No Twitter, o candidato contra-atacou Geraldo Alckmin (PSDB) ao reclamar que aparece mais na propaganda do PSDB na TV que o próprio ex-governador . "Gastaram dezenas de milhões de dinheiro público para inventar mentiras frágeis a meu respeito. Muito fraco. Precisa merendar mais!", publicou Bolsonaro, ironizando a chamada Máfia da Merenda em São Paulo.

Já neste domingo (30), o presidenciável do PSL demonstra atenção especial a manifestações de apoiadores, que ocorre em cidades de ao menos nove estados nesta tarde, em resposta aos  atos da campanha #EleNão, que aconteceram nesse sábado em 26 estados e no Distrito Federal.

Um dos filhos do presidenciável, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), participou da manifestação a favor do " ele sim " na tarde deste domingo na Avenida Paulista, em São Paulo. "Nessa eleição, o Brasil vai decidir se quer se igualar ao PCC e receber ordens vindas do presídio!", bradou Eduardo de cima do carro de som, caçoando da relação do candidato Fernando Haddad (PT) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nós somos os mais tolerantes e é por isso que eles fazem o que fazem conosco. Nós queremos a união do Brasil", garantiu o filho de Jair Bolsonaro .

*Com informações e reportagem da Agência Brasil