Uma chuva forte resultou na interrupção temporária da operação, que já completa sete dias
Divulgação/CBMDF
Uma chuva forte resultou na interrupção temporária da operação, que já completa sete dias

Após  11 dias desaparecidas, Shirlene Ferreira da Silva, 38 anos, e Tauane Rebeca da Silva, 14, foram encontradas sem vida nesta segunda-feira (20/12). Os corpos de mãe e filha, encontradas nas proximidades do Córrego da Coruja, no Sol Nascente, estão em avançado estado de decomposição. O que deixa em hipótese de que morte ocorreu há, no mínimo, uma semana. O assassino tentou ocultar os cadáveres, que estavam parcialmente cobertos com folhas.

Devido ao estado de putrefação, os peritos criminais vão ao Instituto Médico Legal (IML) confirmar as características das lesões observadas. A necropsia será feita pelos médico-legistas. Fontes ouvidas pelo Metrópoles, explicaram que nessa fase, o corpo começa a “derreter”, liquefazer. É a chamada fase coliquativa da putrefação, o que exige uma análise mais minuciosa para identificar as causas da morte.

No local do crime, os peritos identificaram objetos deixados pelas vítimas ou, possivelmente, pelo autor. As equipes da Seção de Crimes Contra a Pessoa (Morte Violenta) do Instituto de Criminalística (IC) também fotografaram o ambiente, coletaram amostras e agora examinarão os corpos.

As vítimas estavam cobertas por folhas, o que leva os investigadores a acreditar que mãe e filha foram assassinadas e não vítimas de afogamento, como considerado inicialmente. Os peritos vão analisar se há vestígios de DNA nas unhas ou roupas que possam levar à identificação do autor do crime bárbaro.

Os agentes trabalham com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). A principal evidência é uma mochila com os pertences que as duas levaram para o córrego, que não foi encontrada.

Até o momento, a investigação estava com a 23ª Delegacia de Polícia (P Sul). Nesta manhã, o delegado adjunto da unidade, Vander Braga, sinalizou que o caso passou para a 19ª DP (P Norte), que vai comandar as apurações.

O delegado-chefe da 19ª DP, Gustavo Augusto da Silva Araújo, explica que a mudança de delegacia nas apurações ocorreu porque o caso havia sido registrado como desaparecimento na região onde as vítimas foram vistas pela última vez, e, agora, foram localizadas na circunscrição da 19ª.

“Aparentemente são vítimas de crime contra a vida. As informações que tivemos é que os corpos estão cobertos por capim e plantas. Na noite de ontem [segunda-feira], não foi possível chegar ao local devido a uma forte tempestade no local em período noturno. Voltamos hoje [terça] e iremos fazer a remoção dos cadáveres”, informou o delegado ao Metrópoles.

“Esperamos conseguir fazer a perícia para continuarmos as investigações e os procedimentos para tentarmos uma linha de investigação, identificar a autoria delitiva e consequentemente a prisão de um ou mais indivíduos.”

Moradores relatam que a região é frequentada diariamente por diversas pessoas. “Há pessoas de bem e bandidos que estão aqui para roubar, fazer o mal. É comum ouvir tiros na área. É um local perigoso”, relatou um homem que preferiu não se identificar. Ainda de acordo com o morador, ele viu Shirlene e Tauane adentrando a mata no último dia em que foram vistas com vida.

“A vagabundagem fica por aqui direto. É um local perigoso”, explica o delegado chefe da 19ª DP.

As informações são do jornal Metrópoles

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