Planeta teria se formado de material expelido por estrela que morreu e se tornou anã branca
Divulgação/Universidade de Warwick
Planeta teria se formado de material expelido por estrela que morreu e se tornou anã branca

Um estudo liderado pela Universidade de Warwick, do Reino Unido, identificou evidências químicas de que um exoplaneta possa ter se formado com material expelido pela estrela que orbitava. A hipótese, caso confirmada, comprova o primeiro planeta de “segunda geração” já conhecido pela ciência, orbitando uma anã branca.

Anãs brancas são o núcleo remanescente de uma estrela que já morreu, enquanto exoplanetas são planetas exteriores ao Sistema Solar. Uma estrela possui um ciclo de vida no qual ela expande ao longo do tempo, se tornando gigante vermelha, até restar somente a anã branca.

Enquanto a estrela “vive” a gravidade dela atrai gases e materiais que formam planetas, os quais passam a orbitá-la, formando um sistema gravitacional.

A ideia de segunda geração surge porque, após a fase final da vida da estrela, um novo planeta surgiu pelo material que a estrela expeliu, ao invés de ter se formado originalmente a partir do gás e da poeira que deram origem ao sistema planetário.

Conforme as informações divulgadas pela universidade, o sistema estudado se chama HS 0209+0832 e é formado por uma anã branca quente e agora jovem, já que a estrela anterior morreu a pouco tempo.

A atmosfera é formada por zinco, cobre e nióbio, elemento que nunca havia sido detectado em uma anã branca, e tem abundância mais de mil vezes superior à quantidade  presente em nosso Sol.

O possível acontecimento ficou conhecido como “planeta fênix” por ter “renascido das cizas”, assim como a criatura mística.

O estudo foi publicado no dia 05 de outubro na Nature Astronomy, enquanto a hipótese de “segunda geração” já vinha sendo divulgada noutras pesquisas, inclusive pela NASA.


Diferença no processo de formação do planeta

O ponto central da hipótese desta pesquisa está na formação do planeta. Quando uma estrela envelhece, ela se expande e perde parte das camadas externas. O material é lançado ao espaço e pode permanecer no sistema gravitacional da própria estrela.

No caso de HS 0209+0832, os cientistas investigam se o novo planeta se formou justamente a partir desse material expelido e, mais do que isso, depois da morte da estrela original, agora em estágio de anã branca.

Ou seja, enquanto em sistemas semelhantes ao nosso a estrela atrai um disco de materiais do espaço por meio da gravidade que dá origem aos planetas, neste caso o exoplaneta teria se formado por material expelido pela própria estrela somente depois da morte dela.

Por isso o termo “segunda geração” é utilizado para descrever esse tipo de formação do corpo celeste. Contudo, apesar de evidências químicas coletadas pela equipe através de satélites e outros equipamentos, ainda restam mais confirmações e captura de imagens.

Caso a descoberta se confirme, o caso será um exemplo de que a formação de planetas não cessa necessariamente quando uma estrela morre, com possibilidade de uma nova organização de um sistema a partir da morte estelar.

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