
Frank Strada, chefe do Departamento de Correções do Tennessee, nos Estados Unidos, anunciou que deixará o cargo ainda neste mês, após a tentativa de executar Christa Pike por injeção letal fracassar na quarta-feira (30). As informações são do The Tennessean.
A execução de Pike, de 50 anos, estava marcada para a noite de quarta-feira (30), mas, mesmo após receber as duas doses de pentobarbital, Pike continuou apresentando sinais vitais. Cerca de uma hora depois do início do procedimento, ela foi levada a um hospital.
Segundo os advogados de Pike, ela chegou à unidade de saúde inconsciente e apresentava ferimentos nos braços. Os membros estavam inchados, queimados e com bolhas.
A defesa disse que o medicamento pode não ter entrado corretamente na corrente sanguínea. A suspeita é de que tenham havido problemas nos acessos intravenosos.
As autoridades do Tennessee afirmam, porém, que os funcionários seguiram as regras previstas para a execução.
O Departamento de Correções do Tennessee seguiu todas as etapas do protocolo de execução legal e estabelecido pelo estado, aprovado pelo Gabinete do Procurador-Geral. A substância utilizada na injeção letal prevista no protocolo tem sido eficaz de forma consistente, e o procedimento não permite medidas adicionais além das que foram realizadas nesta noite. Christa Pike foi levada para uma unidade médica externa. Departamento de Correções do Tennessee.
Após o fracasso da execução, o governador do Tennessee, Bill Lee, determinou uma revisão independente do procedimento. Ele também adiou por tempo indeterminado a única outra execução que estava prevista no estado para este ano.

Condenação de Christa Pike
Christa Pike foi condenada à pena de morte aos 18 anos, pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995.
As investigações apontam que Pike e seu então namorado, Tadaryl Shipp, levaram a vítima para uma área isolada e a agrediram e torturaram antes de matá-la. Pike foi condenada por homicídio e recebeu a sentença de morte já em 1996.
Dentro da cadeia, ela ainda foi novamente condenada, em 2001, por uma outra tentativa de homicídio, após atacar uma detenta.
Com a injeção letal marcada, 20 anos após a condenação, o caso ganhou popularidade por ser a primeira mulher executada pelas autoridades do Tennessee em mais de 200 anos.
Mas um ponto importante é que, após o agendamento, a defesa chegou a questionar o uso da injeção letal, afirmando que ela tinha condições médicas que poderiam dificultar o procedimento, incluindo um distúrbio sanguíneo e veias consideradas pequenas.
Os advogados também tentaram reverter a condenação, argumentando sobre o histórico de abusos sofridos por Pike na infância, questionando se essas questões haviam sido devidamente consideradas quando ela recebeu a sentença de morte em 1996.
Na noite da execução, os problemas apontados pela defesa se confirmaram, segundo os advogados.