Afegãs em protesto
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Afegãs em protesto

Os ministros das Relações Exteriores do G7 condenaram nesta quinta-feira (12) o novo decreto do grupo fundamentalista islâmico Talibã que obriga as mulheres a usarem burca em público no Afeganistão .

Os representantes dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Itália, Japão e Alemanha, reunidos em Weissenhaus, expressaram "a mais forte oposição" e deploraram "as crescentes restrições impostas aos direitos e liberdades de mulheres e meninas no Afeganistão pelo Talibã".

O anúncio foi feito em comunicado pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, que detém a presidência do G7.

"Apoiamos o povo afegão em sua demanda por direitos iguais, de acordo com os compromissos assumidos pelo Talibã e com as obrigações assumidas pelo Afeganistão sob o direito internacional", diz o texto.

O comunicado enfatiza que "o governo talibã deve também facilitar uma participação igual e eficaz em relação ao trabalho, educação e vida pública e garantir a liberdade de consciência e de movimento".

No sábado passado, o grupo fundamentalista decretou o uso obrigatório da burca em locais públicos para todas as mulheres e meninas no Afeganistão.

Ucrânia

Em relação à guerra na Ucrânia, o G7 disse que "os países mais desfavorecidos devem ser protegidos das repercussões da guerra na Ucrânia".

"Como países mais industrializados, temos uma responsabilidade especial", disse Annalena Baerbock na abertura do encontro.


Os ministros debateram como "desbloquear o bloqueio de grãos" causado pela Rússia, porque mais de 2,5 milhões de toneladas de grãos estão parados atualmente, principalmente no porto ucraniano de Odessa, que corresponde a alimentos para um milhão de pessoas em todo o mundo", disse a chefe da diplomacia alemã.

Segundo Baerbock, "os países africanos e do Oriente Médio precisam urgentemente disso", tendo em vista que a "crise alimentar que se inicia é ainda mais agravada pelos efeitos do clima global".

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