Presidente dos EUA, Joe Biden
Gage Skidmore / Creative Commons
Presidente dos EUA, Joe Biden

A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (18) um amplo projeto de lei de imigração que irá criar um caminho de oito anos para a cidadania de milhões de imigrantes e oferecerá um processo mais ágil de regularização de documentos dos chamados "Dreamers", filhos de imigrantes ilegais que chegaram aos Estados Unidos quando crianças.   

A legislação enfrentará um percurso árduo em um Congresso dividido, onde a maioria do Partido Democrata tem margem de apenas cinco votos, enquanto que no Senado não possui os 60 votos necessários para aprovar uma medida.   

O objetivo principal é criar um caminho para a cidadania para 11 milhões de "indocumentados", desde que essas pessoas tenham entrado nos Estados Unidos até 1º de janeiro de 2021.   

De acordo com autoridades do governo, a proposta apresentada pela Casa Branca é uma tentativa do presidente Joe Biden de reiniciar o debate sobre o sistema migratório dos Estados Unidos.   

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Entre os detalhes do chamado "Ato de Cidadania dos EUA de 2021" também estão algumas modificações em terminologias, as quais preveem a remoção da palavra "alien" [que pode significar "estrangeiro" ou "alienígena"] das leis de imigração e a inclusão do termo "não-cidadão" no lugar.  

A alteração lexical é proposta, principalmente, após os ataques verbais do ex-presidente Donald Trump contra os imigrantes ilegais.   

Além disso, existe a ideia de reduzir a quantidade de anos para adquirir a cidadania americana. Se aprovada, a lei diminuirá o tempo de 13 para oito anos e beneficiará os imigrantes que chegaram nos  EUA enquanto eram crianças.   

Desta forma, essas pessoas poderão garantir o green card imediatamente, desde que cumpram todos os requisitos, inclusive uma checagem de antecedentes.   

Por fim, o projeto de lei oferecerá mais investimentos para a contratação de juízes de imigração; retira o limite de até um ano para dar entrada a um pedido de asilo; aumenta os vistos de diversidade e anuais; e elimina as restrições para retornar ao território americano caso uma pessoa já tenha morado ilegalmente no país em um outro momento.

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