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Os dois lados concordaram em estabelecer um grupo de trabalho permanente; Papa Francisco pede que as partes cheguem a um acordo

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Reprodução/Twitter/NicolasMaduro
Representantes do governo Maduro vão se encontrar com a oposição, liderada por Juan Guaidó

O governo e a oposição venezuelana retomaram nesta segunda-feira (15) as negociações em Barbados, no Caribe, para tentar tirar o país do impasse político. Na semana passada, os dois lados concordaram em estabelecer um grupo de trabalho permanente, após concluírem a primeira rodada das conversas no país caribenho, mediadas pela Noruega.

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 A retomada das conversas foi confirmada pelo ministro da Informação venezuelano, Jorge Rodrigues, no Twitter: “Continuamos com a abordagem fundamental do presidente Nicolás Maduro: um diálogo permanente para a paz, para a resolução constitucional e democrática das divergências políticas”, escreveu Rodríguez, que anunciou em um vídeo a chegada da delegação do governo para encontro com a oposição venezuelana . “Seguimos as palavras do Papa Francisco para que possamos resolver as controvérsias e dificuldades nessa mesa de diálogo por meios pacíficos”.

O pontífice fez votos no domingo de que as partes possam  “chegar o quanto antes a um acordo que ponha fim ao sofrimento do povo pelo bem do país e de toda a região”.

Rodriguez é acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, e pelo governador do estado de Miranda, Héctor Rodríguez, cujo nome é especulado como possível candidato pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

O chefe negociador da oposição, Stalin González, por sua vez, tinha previamente confirmado que a sua delegação se encontrava de regresso a Barbados para as conversações. A oposição, apoiada pelos Estados Unidos, pretende o afastamento do presidente venezuelano, Nicolás Maduro , que se nega a abandonar o cargo.

Sobre a mesa das conversas, estaria a convocação de novas eleições, e questões como se o presidente seria ou não candidato e em quanto tempo o pleito poderia ocorrer. Além disso, não há consenso sobre se Maduro permaneceria ou não no poder no período até o processo eleitoral.

Na semana passada, a Noruega pediu aos negociadores que tomem  “extrema cautela em seus comentários e declarações sobre o processo”. No entanto, o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, negou que a convocação de novas eleições , a principal demanda da oposição, esteja sendo discutida.

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A Venezuela atravessa um período de grande tensão política desde janeiro, quando Maduro tomou posse para um segundo mandato de seis anos, não reconhecido pela oposição venezuelana e por cerca de 50 países. Em resposta, o líder do parlamento, Juan Guaidó, se auto-proclamou-se presidente interino, alegando diversos artigos da Constituição venezuelana.