Navio Polar
Divulgação/Marinha Brasileira
Navio Polar


A base brasileira na Antártica completa 40 anos enquanto a 42ª Operação Nacional no continente gelado retorna ao  Rio de Janeiro após seis meses de expedição. A expedição desembarca comemorando um grande feito. Pela primeira vez, o navio "Almirante Maximiano" cruzou o Círculo Polar, façanha que a maioria das expedições estrangeiras não consegue atingir devido às constantes adversidades da região.

Esse marco reforça o compromisso do Brasil em se manter como Membro Consultivo do Tratado da Antártica – assegurando a plena participação nos processos decisórios relativos ao futuro do Continente Branco – e na promoção de pesquisas diversificadas, de alta qualidade, com referência a temas antárticos relevantes.


"O regresso dos navios significa o cumprimento de uma missão muito importante para o País. Nossa atuação contribui para a política externa brasileira ao apoiar os programas antárticos de países como a Bulgária, Chile, República Tcheca, Peru e Polônia", contextualiza o Contra-Almirante Ricardo Jaques Ferreira, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar.

A esquadra foi completada pelo Navio de Apoio Oceanográfico "Ary Rongel". Nesta operação, foram incrementados 23 projetos científicos do Programa Antártico Brasileiro que contou com atuação direta de 137 pesquisadores contemplados, entre estudiosos de Biologia, Oceanografia, Medicina e outros campos.

Estação brasileira

Desde outubro do ano passado, a expedição brasileira realiza os estudos e abastece a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), que completou, em fevereiro, 40 anos de existência. Localizada na Ilha Rei George, com temperaturas extremamente baixas e condições climáticas únicas, a região oferece um ambiente ideal para estudos científicos de diversas áreas do conhecimento.

Para o Comandante do Navio de Apoio Oceanográfico "Ary Rongel", Capitão de Mar e Guerra Marco Aurélio Barros de Almeida, o sentimento é de dever cumprido.

"Meu outro grande objetivo era levar e trazer a minha tripulação em segurança, e conseguimos com êxito, cumprindo assim, todas as nossas tarefas na Antártica", ressalta o Capitão de Mar e Guerra Marco Aurélio Barros de Almeida, comandante do Navio Ary Rongel.

As duas embarcações estão atracadas na Base Naval do Rio de Janeiro, localizada no município vizinho de Niterói, às margens da Baía de Guanabara.

A parte de pesquisa é realizada durante o período de verão da OPERANTAR, entre os meses de outubro a março. Os estudos são desenvolvidos na base brasileira, a bordo dos navios da Marinha em conjunto com acampamentos isolados e em estações estrangeiras, por meio de acordos de cooperação entre os países.

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