Ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil
Reprodução / ClimaTempo - 11.08.2022
Ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil

Pessoas de São Paulo e Santa Catarina presenciaram na quarta-feira (10) a passagem de fortes ventos por todo o estado. Nesta quinta (11), foi a vez dos cariocas. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia),  a velocidade dos ventos atingiu 93,6 km/h na estação Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, durante a madrugada. A causa é um ciclone extratropical.

Segundo o meteorologista Caetano Mancini, do Tempo Ok, ciclones extratropicais, como todos os outros ciclones, são "centros de baixa pressão", fenômenos que criam um movimento de ar convergente para o seu centro. Eles ocorrem quando massas de ar frias e secas começam a avançar sobre massas de ar quentes e úmidas. Esses encontros, explica, ocorrem como uma forma da Terra de tentar buscar um equilíbrio decorrente da quantidade de radiação solar que incide no planeta.

"Com o movimento de rotação da Terra (em que ela gira em torno do próprio eixo), os sistemas de alta e baixa pressão também começam a adquirir movimentos, fazendo com que massas de ar de características distintas avancem umas sobre as outras", afirma.

O meteorologista explica que, quando uma massa de ar frio começa a avançar sobre uma massa de ar quente, pelo fato de o ar frio ser mais denso, o ar quente é forçado a subir, sendo resfriado. Esse processo gera a chamada condensação — o vapor se transforma em líquido. Isso gera nuvens e, consequentemente, chuva, uma das principais características dos ciclones.

Quanto mais próximo do centro de baixa pressão, mais forte será a tempestade e mais intensos serão os ventos. Esse último ciclone em questão se formou próximo da costa, o que gerou um impacto mais significativo sobre Santa Catarina. O estado sofreu com deslizamentos, alagamentos de ruas e quedas de muros e árvores.

Ciclone extratropical X ciclone tropical

De acordo com o especialista, ciclones tropicais são sistemas que ocorrem na faixa tropical do planeta e, diferentemente dos ciclones extratropicais, possuem um núcleo quente. Isso faz com que eles ganhem muito mais energia e sejam mais destruidores do que os ciclones extratropicais, podendo atingir até 200 km/h. Os fenômenos também precisam de uma grande "pista oceânica" de pelo menos 26,5º C, pois se "alimentam" do calor latente que é fornecido do oceano para a atmosfera.

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