A onça chegando na propriedade e o cão Ragnar, ferido, após o ataque
Reprodução/redes sociais
A onça chegando na propriedade e o cão Ragnar, ferido, após o ataque


A tutora do pitbull Ragnar, que foi atacado por uma onça-parda em um condomínio na Serra da Cantareira, zona norte de São Paulo, na quinta-feira (06), passou a adotar uma técnica inusitada para evitar o retorno do animal. Desde o ataque, ela tem deixado as luzes externas ligadas e uma caixa de som tocando música alta durante toda a madrugada.

Mirella Ramos, dona do cão, que tem três filhos pequenos, contou que está deixando o aparelho de som no fundo da casa, além de comprar fogos de artifício para espantar o animal, caso ele retorne às proximidades da casa da família. Segundo ela, em entrevista ao G1, o medo de voltar a confrontar a onça-parda fez com que parasse de abrir as janelas e ficasse sempre em estado de alerta.

A gente ainda está muito assustado. Deu seis da tarde, eu tranco a casa com o cachorro e as crianças e não abrimos mais nem as janelas. Mas a gente sabe que esse tipo de animal é guiado pelo cheiro e morro de medo de ela quebrar uma janela para poder entrar na casa e pegar o Ragnar Mirella Ramos, tutora do pitbull Ragnar


Ataque

A onça-parda invadiu a casa da família, localizada dentro de um condomínio em São Paulo, e atacou o pitbull de estimação Ragnar, por volta das 3h da quinta-feira.

O cão sobreviveu aos ataques, mas levou 32 pontos, teve hemorragia, passou por uma cirurgia e perdeu parte da gengiva.

O animal silvestre foi flagrado por câmeras de segurança caminhando pelo pátio da casa, quando o pitbull percebeu sua presença e avançou sobre a onça-parda, conseguindo espantá-la. Os moradores do condomínio foram informados de que, por volta das 6h30 do mesmo dia, o animal retornou para o residencial.


Vizinhança

Gabriel Thiede, vizinho da família, compartilhou por meio de suas redes sociais os ferimentos do cão ao lutar contra a onça. Ele ainda disse que o local fica próximo da Mata Atlântica, então é comum que animais como tucanos, araras e macacos aparecessem.

Outras pessoas do condomínio também relataram ter observado um animal parecido com uma  onça-parda dentro da área onde ficam as casas, além de terem encontrado marcas de patas e arranhões semelhantes aos do felino próximos à residência onde vive o pitbull.

Segundo o vizinho, o assunto foi comentado no grupo do condomínio. Rastros do animal silvestre foram vistos no piso do quintal e na beira de uma escada da casa da vítima. Conforme Gabriel, Mirella chegou a dizer no grupo que queria mais permanecer no local.

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