Oito suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo responsáveis por definir e impor punições contra integrantes da facção e moradores de favelas, foram identificados pela Polícia Civil.
Dois deles foram presos durante uma operação, nesta quarta-feira (7), na Zona Leste da capital paulista, outros quatro já estavam presos e dois estão foragidos. Eles usavam um grupo de WhatsApp, chamado “QueeBraadAs”, de acordo com informação apurada pelo G1.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) informou ao Portal iG, eles utilizavam o aplicativo para se comunicar e transmitir as regras internas do PCC nas cadeias e nas favelas, aplicando castigo a quem as desobedecesse. Atuavam como "disciplinas" da facção.
Ainda segundo a SSP/SP, após investigações, os agentes do 55º Distrito Policial, com apoio das unidades da 8ª Seccional, deram cumprimento aos oito mandados de prisão e outros sete de busca e apreensão, no âmbito da Operação Ordem Paralela, nesta quarta.
Os presos vão responder por tráfico de drogas. Também deverão ser investigados por crimes ligados às punições que impunham a outras pessoas a partir do uso do aplicativo de celular.
A investigação começou em 2023 e avançou após a apreensão do celular de um dos suspeitos.
A análise do aparelho revelou que os membros do PCC usavam o grupo de WhatsApp
para debater situações ocorridas nas favelas da região, envolvendo o tráfico e o convívio social.
Em outro aparelho celular apreendido, de propriedade da irmã de um dos suspeitos, que não foi localizado, os policiais civis encontraram ainda indícios de que ele teria participado de um sequestro cometido em dezembro de 2025.
As provas obtidas na investigação foram fundamentais para que o Poder Judiciário decretasse a prisão preventiva dos oito identificados.
Busca e apreensão
Ainda segundo as informações da SSP/SP, um dos alvos dos mandados, de 36 anos, também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo com numeração raspada.
Durante as buscas, foram apreendidos celulares, um notebook e outros eletrônicos que serão periciados.
A SSP/SP informou também que as diligências prosseguem para localização e prisão dos demais envolvidos.