Polícia Militar de Minas Gerais
Reprodução/PMMG
Polícia Militar de Minas Gerais

O homem preso por matar cinco pessoas da própria família agiu de forma planejada, nesta quarta-feira (07), em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais.  A informação foi dada pela Polícia Militar (PM).

Em coletiva, a corporação detalhou a sequência do crime, com horários, deslocamento a pé e ações dentro da residência, todas reconstruídas com apoio de imagens de câmeras e da confissão do suspeito.

Dinâmica do crime

Segundo a PM, o homem deixou a própria casa por volta de 3h35 e caminhou até o imóvel da família, no bairro Santa Cecília.  Ao chegar, aguardou que uma das irmãs saísse para trabalhar.

Tenente Coronel Flávio Tafúri Mattoso durante coletiva de imprensa
Divulgação/PMMG
Tenente Coronel Flávio Tafúri Mattoso durante coletiva de imprensa

Nesse momento, ele a rendeu, forçou a entrada dela no imóvel e iniciou os ataques contra os moradores.

As mortes ocorreram antes das 6h22, horário em que o suspeito deixou a residência e retornou para casa.

A dinâmica foi confirmada por registros de câmeras espalhadas pelas redondezas, que permitiram à polícia mapear o trajeto feito pelo homem antes e depois do crime.

O caso veio à tona por volta de 7h30, quando um familiar encontrou os corpos ao sair para o trabalho e acionou a polícia.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmou as mortes no local. 

As vítimas eram, segundo a Polícia Civil:

  • O pai do suspeito, de 74 anos;
  • a madrasta do suspeito, de 63 anos;
  • duas irmãs do suspeito, de 44 e 47 anos;
  • e o sobrinho do suspeito, de 5 anos.

Suspeito confessou o crime

De acordo com a PM, o suspeito foi localizado e preso cerca de 20 minutos após o início da ocorrência pela corporação, em outro bairro da cidade. A faca utilizada no crime foi apreendida.

Ao perceber a presença policial, o homem se rendeu e confessou os assassinatos.

Ainda segundo a corporação, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a motivação, citando dívidas, brigas e atritos familiares.

A PM ressaltou que essas alegações não foram confirmadas e que a apuração da motivação ficará a cargo da Polícia Civil.

A Polícia Militar informou que menções iniciais a possíveis transtornos psiquiátricos surgiram apenas na ligação feita à central de atendimento e não são respaldadas, até o momento, por laudos ou registros oficiais. 

Informações como graus de parentesco do suspeito com as vítimas, bem como a idade deles, ainda não foram repassadas de forma oficial pela PM.

A delegada Camila Miller confirmou que a investigação será feita na Delegacia de Homicídios em Juiz de Fora. 

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