O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma
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O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma

O empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12) em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP)  que mira um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda.

Oliveira tem 71 anos e, atualmente, vive em uma chácara em Santa Isabel, em São Paulo. Foi nesse local onde a polícia cumpriu o mandado de prisão temporária.

Nascido em Nova Olímpia, no interior do Paraná, Oliveira entrou no mercado farmacêutico aos 9 anos, quando conseguiu emprego em uma farmácia. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, ele contou que começou a trabalhar ainda menino para ajudar no sustento da família.

Anos depois, começou a vender medicamentos em cidades da região, até comprar sua primeira farmácia. Com o tempo, formou uma rede que chegou a ter 12 unidades no Paraná até meados dos anos 1980. Então, vendeu todas e se mudou para São Paulo, onde abriu uma farmácia na avenida Brigadeiro Luís Antônio, que funcionou até a década de 1990.

Em 1998, Sidney criou a rede Drogavida, mas vendeu a empresa pouco depois, pois não conseguiu competir com outras redes maiores como Farmais, Drogasil e Droga Raia.

A Ultrafarma foi fundada em 2000, logo após a regulamentação dos medicamentos genéricos no Brasil em 1999, que tinha o objetivo de tornar os remédios mais acessíveis para a população. Na época, Sidney viajou a diversos países com mercados consolidados de genéricos, como Canadá, México e Inglaterra, para posicionar a empresa como referência no setor.

Hoje, a Ultrafarma é conhecida pelo e-commerce que opera 24 horas por dia. Segundo dados da empresa, a rede possui mais de 1 milhão de clientes ativos e oferece mais de 15 mil produtos em suas lojas e plataforma online.

Em 2007, a Ultrafarma venceu o Prêmio Top of Mind Internet, reconhecida como a primeira marca farmacêutica a se destacar na internet. Hoje, mantém forte presença na mídia.

Matérias de 2018, incluindo entrevistas feitas com Sidney Oliveira pelo Infomoney, apontavam a posição de destaque da Ultrafarma no varejo farmacêutico: a empresa tinha cerca de 1,5 mil colaboradores e faturava cerca de R$ 800 milhões por ano.

Operação

O MPSP deflagrou uma operação para desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários que favoreciam empresas do setor de varejo em troca de propina.

A investigação identificou que um dos auditores comandava fraudes em créditos tributários e teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas, por meio de uma empresa registrada no nome da mãe. Ele foi preso na ação, assim como o diretor do grupo Fast Shop, Mario Otávio Gomes.


Além dos mandados de prisão temporária, os agentes cumpriram buscas nas sedes das empresas e nas residências dos alvos. Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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