Eletronuclear descarta comprometimento das usinas em Angra
Divulgação/Prefeitura de Angra dos Reis
Eletronuclear descarta comprometimento das usinas em Angra

Após o prefeito de Angra dos Reis pedir o desligamento das usinas de energia nuclear diante das condições meteorológicas  que atingiram a região neste final de semana, a Eletronuclear informou neste domingo que o Plano de Emergência Externo (PEE) para a central nuclear não está comprometido por conta das quedas de barreiras nas estradas da Costa Verde.

A empresa também afirmou que as usinas nucleares Angra 1 e 2 estão operando normalmente, "a plena capacidade, gerando energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN)".

Mais cedo, a BR-101 (Rodovia Rio-Santos) teve que ser interditada por conta de deslizamentos de terra provocados pela chuva.

"Primeiramente, é preciso explicar que, se fosse necessária, a evacuação de trabalhadores da empresa e da população seria feita pela BR-101 RJ Sul, tanto no sentido de Angra dos Reis quanto no de Paraty. Acontece que as obstruções verificadas nessa estrada estão fora das Zonas de Planejamento de Emergência (ZPE) previstas no PEE", disse a Eletronuclear em nota.


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Ainda de acordo com a empresa, os procedimentos estabelecidos para a evacuação, em caso de emergência, poderiam abranger pessoas localizadas num raio de até 5 km da central, que seriam levadas para abrigos situados a até 15 km das usinas. segundo a Eletronuclear, esses abrigos também não foram atingidos pelas chuvas ou por deslizamentos de terra. Por isso, a ação poderia ser realizada com total eficácia.

"Além disso, cabe ressaltar que a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) – órgão regulador e fiscalizador do setor nuclear brasileiro – emitiu nota afirmando que “apesar da situação decorrente das condições meteorológicas na região de Angra dos Reis, até o presente momento não há comprometimento das vias de acesso do entorno da central que pudessem impactar na execução do Plano de Emergência", afirmou também a empresa.

O pedido de desligamento das usinas foi feito pelo prefeito de Angra ao ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. Com 640 megawatts de potência, a usina nuclear Angra 1 gera energia suficiente para suprir uma cidade de 1 milhão de habitantes, como Maceió (AL) e Belém (PA).

Angra 2 tem potência de 1.350 megawatts e é capaz de atender ao consumo de uma cidade de 2 milhões de habitantes, como Manaus (AM) e Curitiba (PR).

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