
As tempestades que atingem a cidade de São Paulo têm sido um fator crítico para o trânsito da capital. Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (15) pela Geotab, empresa de soluções para gestão de frotas, mostra que a capital paulista é a metrópole que mais tem o trânsito afetado pela chuva entre as grandes cidades latino-americanas analisadas.
A pesquisa avaliou o efeito do trânsito durante 15 episódios de chuva severa em três capitais: São Paulo, Buenos Aires e Cidade do México. A metrópole brasileira teve a maior média geral de redução de velocidade dos veículos durante os períodos de chuva, com 3,2%. Em Buenos Aires, a redução média foi de 0,5%.
A Cidade do México apresentou comportamento oposto, com a velocidade média dos veículos aumentando cerca de 0,6% nos períodos de chuva, resultado que destoa das outras duas cidades.
De acordo com o estudo, durante o momento mais severo de um temporal, São Paulo também teve o maior registro de redução média da velocidade dos veículos, que chegou a cair 14,8%. O índice paulistano supera com folga o de Buenos Aires, onde a redução máxima registrada foi de 10,4%, e o da Cidade do México, com 7,1%. Segundo a empresa, a diferença evidencia o peso do clima sobre a eficiência urbana e sobre a atividade econômica da região.
Sete da manhã
A pesquisa identificou ainda que o início da manhã é o momento em que o clima mais afeta a logística urbana; às 7h, a queda média geral de velocidade é de 2,2%. De acordo com a Geotab, a combinação de pista escorregadia, visibilidade reduzida e volume de tráfego no horário de pico prejudica o deslocamento de trabalhadores e a distribuição de mercadorias.
Para Eduardo Canicoba, vice-presidente da Geotab para a América Latina, "o clima deixou de ser apenas uma variável operacional para se tornar um fator estratégico na gestão do transporte”. Ele afirma que a chuva afeta o conforto dos deslocamentos, mas também a eficiência das cidades, a economia e a segurança viária. Na avaliação do executivo, o uso de dados do dia a dia das operações permite que as empresas antecipem riscos, adaptem rotas, decidam com mais rapidez diante de condições adversas e ganhem previsibilidade.