O Conselho Federal de Medicina (FCM) determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a instauração de uma sindicância para investigar denúncias formais e relatos veiculados na imprensa sobre o atual estado de saúde do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro . A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (7).
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Em nota, o CFM informou que a instauração imediata da sindicância obedece ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional.
Segundo a autarquia, o recebimento formal de denúncias relacionadas à condição de saúde do ex-presidente expressam inquietação quando à garantia da assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas sobre intercorrências clínicas suscitaram grande apreensão na sociedade brasileira.
Segundo o CFM, o quadro médico de Bolsonaro é considerado complexo e exige monitoramento contínuo e imediato.
"Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro,
inclusive em situações de urgência e emergência."
Na nota, o CFM ainda reafirmou que a autonomia do médico assistente deve ser soberana, não podendo sofrer qualquer tipo de influência externa, por possuir presunção de verdade - característica legal atribuída a documentos médicos.
O Portal iG procurou o CRM-SF, e assim que obtivermos retorno, a reportagem será atualizada.