A família da ex-modelo Eliza Samudio espera que tanto o Itamaraty, quanto Justiça portuguesa investiguem o aparecimento do passaporte dela. Em entrevista ao Portal iG, Arlie Moura, irmão de Eliza Samudio, ressaltou que soube da descoberta do documento através de um grupo de WhatsApp.
" Uma amiga me mandou a notícia. Minha mãe nunca me contou nada, só quando a Eliza foi morta, em 2010. Depois disso, eu sempre sei das notícias sobre o caso da minha irmã pela imprensa ", frisa.
Arlie ressaltou que não recebeu contato do Itamaraty ou Consulado sobre o caso, como também salientou que não tem conhecimento se esses órgãos acionaram outras pessoas da família. À reportagem, ele comenta que acredita na veracidade do documento.
"Pelas informações, tudo leva a crer que sim. Justamente pelo nome da Eliza completo que é Eliza Silva Samudio. Silva é o sobrenome da minha mãe e Samudio do pai dela, que ela é filha do primeiro casamento da minha mãe, tem a data de nascimento e a filiação. Então, tudo leva a crer que seja dela mesmo".
O que aconteceu
O documento de Samudio, encontrado em um apartamento em Portugal no final de 2025 , ficará à disposição da família. A informação foi enviada pelo Itamaraty ao Portal iG.
À reportagem, o órgão informou que instruiu o Consulado-Geral em Lisboa a remeter o passaporte, que já está expirado e cancelado, para a sede do Itamaraty, localizada em Brasília. "O documento ficará à disposição da família, caso tenha interesse em receber o documento de viagem", salientou.
Mediante nota, enviada ao Portal iG, o Consulado-Geral em Lisboa ressaltou que recebeu o passaporte de Eliza Samudio na última sexta-feira (2). Na ocasião, foi realizada de imediato uma consulta, junto ao Itamaraty, para obter direcionamento sobre qual destino se daria ao documento.
Família espera investigação
Encontrar o passaporte de Eliza, após 15 anos do assassinato, é como reviver o ano de 2010. Mesmo com a pouca idade, Arlei, que tinha 10 anos à época, relata que a história ainda mexe com o emocional.
"Ontem, dia 5 de janeiro, foi o aniversário de falecimento do meu pai. No próximo mês, Eliza faria 41 anos. Então, são meses que, emocionalmente, fico sensível. O Natal e Ano Novo já são datas que me deixam sensível (...)são muitas lembranças de coisas vividas. Ontem, essa questão da Eliza foi mais um choque, um baque".
Para Arlie Moura, o caso ainda não está encerrado. Ao Portal iG, ele menciona que espera uma ivestigação e que Itamaraty e a Justiça portuguesa
apresentem uma resposta concreta à família.
"Ontem mesmo, foi noticiado que não houve registro de segunda via do passaporte. Espero que o Itamaraty e a Justiça de Portugal consigam dar um direcionamento para a gente ter um norte, porque ela entrou e como conseguiu sair sem o documento? Espero que haja uma investigação que traga respostas do que aconteceu. Como uma pessoa sai do país, é assassinada e, anos depois, o passaporte é encontrado? A gente espera algo concreto e não qualquer tipo de resposta", enfatiza.