Caminhões no Rodoanel
Donizetti T. / Portal iG
Caminhões no Rodoanel

As obras do trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, que tiveram o primeiro segmento liberado ao tráfego nesta semana, devem impactar a circulação de veículos pesados e as emissões de poluentes na Região Metropolitana de São Paulo.

A estimativa apresentada pelo governo estadual é de que cerca de 18 mil caminhões deixem de circular diariamente pela capital quando o trecho estiver completo, o que pode representar uma redução entre 6% e 8% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no município.

Quando finalizado, o Rodoanel Norte fará a ligação entre os trechos Oeste, Sul e Leste do anel viário, permitindo o redirecionamento do tráfego de longa distância e de cargas que hoje atravessa áreas urbanas. Segundo projeções oficiais, aproximadamente 40 mil veículos devem utilizar diariamente o novo segmento, sendo mais da metade caminhões e carretas.

O traçado passa por áreas próximas à Serra da Cantareira, região com remanescentes de Mata Atlântica e unidades de conservação. Por isso, a obra inclui programas de monitoramento e manejo de fauna, além da implantação de passagens subterrâneas em pontos considerados críticos para a circulação de animais silvestres. Também foram adotadas ações de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, acompanhadas por estudos técnicos sobre impactos ambientais.

O trecho já liberado vai do km 129 ao km 153 e soma cerca de 24 quilômetros de pistas duplas, com três faixas de rolamento por sentido, ligando as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias. A estrutura inclui quatro túneis, que juntos totalizam dois quilômetros, além de viadutos e acessos.

As obras do chamado Trecho 2 seguem em andamento entre a região da Rodovia Fernão Dias e a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na zona norte da capital. A previsão do governo estadual é que essa etapa seja concluída no segundo semestre de 2026, permitindo a operação integral do Rodoanel Norte.

Ao todo, o trecho Norte terá 44 quilômetros de extensão, passando pelos municípios de São Paulo, Guarulhos e Arujá. O investimento total estimado é de cerca de R$ 3,4 bilhões, com recursos do Estado e da concessionária responsável. Além dos efeitos no trânsito urbano, a expectativa é de que a nova ligação facilite o acesso ao Porto de Santos e reorganize o fluxo logístico entre as regiões Sudeste e Nordeste do país.

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