
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quarta-feira (17), durante reunião ministerial, a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo.
A saída de Sabino da pasta do Turismo acontece dias após Sabino ter sido expulso de seu partido, o União Brasil, por contrariar uma determinação da legenda e não ter deixado seu cargo no Governo Lula.
O partido que indicou Sabino teria pedido o cargo após o ministro ser expulso da sigla.
O deputado Gustavo Damião, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil), que foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, deve assumir o cargo.
A indicação de um novo nome por parte da legenda indica que o União deve seguir no governo e abre uma oportunidade para Lula ampliar o eu arco de alianças na corrida ao Planalto.
Sabino compartilhou nas redes sociais registros da última reunião ministerial.
Depois, ele participou de uma entrevista.
"Eu imagino que o partido deva ter as suas razões para ter tomado essa decisão de se afastar do governo e deve ter suas razões também para agora buscar se aproximar do governo", disse.
Expulsão
A expulsão de Sabino do União Brasil foi oficializada há quase 10 dias. O partido decidiu que os filiados deveriam deixar seus cargos do Governo Federal até setembro.
Sabino foi informado que o descumprimento seria considerado infração disciplinar, mas decidiu não deixar o cargo de ministro.
Deputado federal licenciado pelo Pará, o ministro atuou na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, no último mês.
Depois disso, acabou sendo expulso por contrariar a determinação do partido.
Na ocasião, nas redes sociais, Celso Sabino comentou o que chamou de “encerramento de ciclo” e agradeceu pelo período em que esteve à frente das atividades.
Disse estar sendo injustiçado e que a decisão do partido era pelo fato de ele "continuar ajudando o Pará".
Após o anúncio da saída do governo, Sabino disse ainda que retomará o mandato de deputado federal e fará pré-campanha para o Senado.
"A gente já vem conversando com o presidente há alguns dias. E o partido já vem há alguns dias também, nesse diálogo, buscando esse espaço", adiantou.
Segundo ele, a saída dele foi decidida na terça-feira (16), em uma reunião com lideranças do União com a ministra de Relações Institucionais, Gleise Hoffmann.
Ele disse que ainda não sabe por qual partido tentará a vaga no Senado. Adiantou, no entanto, que pretende apoiar o governo no que for necessário.
Sabino ainda acrescentou que teve uma última conversa bastante positiva com o presidente Lula.