Free Flow na Via Dutra começa em dezembro
Reprodução/ CCR Motiva
Free Flow na Via Dutra começa em dezembro


Entrou em operação neste sábado (6) o sistema de cobrança eletrônica free flow no trecho urbano da Via Dutra, administrada pela Motiva CCR RioSP, entre São Paulo e Arujá, passando por Guarulhos. A tarifa vale apenas para quem utiliza a pista expressa, enquanto a marginal permanece gratuita. A novidade, porém, estreia sob impasse judicial: uma decisão da Justiça Federal proíbe, por ora, a aplicação de multas a quem não pagar.

Saiba mais:  Cobranças do Free Flow começam neste sábado (6)

A liminar, concedida a pedido do Ministério Público Federal (MPF), aponta falta de transparência, falhas operacionais e dúvidas sobre a legalidade do modelo. A cobrança segue válida, mas sem punições previstas no Código de Trânsito, que incluiriam multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. O recurso da União ainda será analisado.

O sistema autorizado pela ANTT usa 21 pórticos com câmeras e sensores que leem placas ou tags, calculando o valor conforme o trajeto percorrido entre os quilômetros 231 e 204. Para quem já pagou o pedágio tradicional de Arujá e segue pela expressa, não há nova cobrança.

Também foi estabelecida tolerância de até duas horas para quem deixa a via rápida para acessar serviços na marginal, sem tarifação adicional ao retornar.

Tarifas variáveis

Diferentemente dos pedágios convencionais, o free flow adota preços proporcionais à distância e ao horário. O valor pode variar de R$ 1,81 a R$ 9,06, com multiplicadores em dias de alta demanda ou feriados. Painéis informam o custo antes do acesso, permitindo ao motorista decidir se entra na expressa.

O valor de referência para o Aeroporto de Guarulhos, por exemplo, é R$ 1,37, mas pode chegar ao teto de R$ 9,06. Motos pagam meia tarifa.

Quem utiliza tag tem desconto automático de 5%. Já motoristas sem tag têm até 30 dias para pagar a tarifa pelo site ou aplicativo da concessionária, em totens de autoatendimento ou presencialmente em pontos credenciados.

Disputa judicial

O MPF questiona um projeto-piloto da ANTT que apontou multas equivocadas e falhas de leitura de placas. O órgão também cobra informações mais claras sobre o destino dos valores arrecadados. A Justiça manteve a cobrança, mas suspendeu punições até que a legalidade e a proporcionalidade do modelo sejam reavaliadas.

Obras e intervenções

Para iniciar o novo sistema, a concessionária executou obras previstas no contrato de concessão firmado em 2021, como a ampliação da terceira faixa da pista expressa entre a Hélio Smidt e a entrada de São Paulo, novos viadutos de acesso ao Aeroporto Internacional e à Zona Leste e conexões com a Rodovia Fernão Dias, além de um novo retorno na Jacu Pêssego.


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