Bezerra nasce com duas cabeças e intriga fazendeiro
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Bezerra nasce com duas cabeças e intriga fazendeiro

O influenciador rural Matheus Oliveira, que compartilha sua rotina na roça, publicou nesta semana um vídeo mostrando o nascimento de uma bezerra com duas cabeças . Nas imagens, o criador afirma que a mãe do filhote recebeu todos os cuidados necessários após o parto e passa bem. O caso chamou atenção pela raridade da malformação e gerou dúvidas sobre as chances de sobrevivência.


A anomalia observada no animal pode ser classificada como dicefalia (quando há duplicação das cabeças) ou diprosopia, caracterizada pela duplicação da face.

Estudos e relatos veterinários apontam que essas condições podem apresentar variações, desde formas parciais até duplicações mais completas, e podem incluir até alterações na medula espinhal. Pesquisas acadêmicas brasileiras descrevem a anomalia como de baixa incidência em bovinos.

Bezerra com duas cabeças
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Bezerra com duas cabeças


As causas exatas nem sempre são identificadas, mas especialistas citam fatores genéticos, deficiências nutricionais da mãe, exposição a produtos químicos, presença de plantas tóxicas na pastagem e até consanguinidade como possíveis influências para o desenvolvimento da condição.

Sobrevivência é rara, apontam estudos e veterinários

Artigos científicos apontam que a maior parte dos bezerros com duas cabeças nasce morta ou sobrevive apenas por algumas horas ou dias. Um levantamento clínico brasileiro registrou que animais com diprosopia frequentemente são natimortos. Em outra reportagem especializada, um médico-veterinário relatou que o caso mais longevo acompanhado por ele viveu 17 horas.

De acordo com médicos veterinários, 38% dos casos de policefalia (um termo mais amplo que inclui duplicações craniofaciais) conseguem sobreviver por mais de uma semana. Ainda assim, há exceções raras: uma bezerra registrada em Pernambuco, em 2021, permaneceu viva e “relativamente bem para suas condições”, segundo pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).


Mesmo quando há sobrevivência inicial, estudos veterinários indicam que esses animais tendem a apresentar baixo desenvolvimento físico, maior suscetibilidade a infecções e dificuldade para mamar, fatores que reduzem ainda mais as chances de evolução positiva.

Até o momento, Matheus Oliveira não divulgou novas informações sobre o estado da bezerra. O iG tentou contato, mas não teve respostas.

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