Com suspensão de pedágio, trecho está sem guincho e ambulância; acidente aconteceu nesta madrugada de sábado (13)
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Com suspensão de pedágio, trecho está sem guincho e ambulância; acidente aconteceu nesta madrugada de sábado (13)

Um grave acidente entre um carro e um caminhão deixou duas pessoas mortas, na madrugada deste sábado (13), na BR-393 ( Rodovia Lúcio Meira ), em Vassouras (RJ). A colisão aconteceu na altura do km 206.

A situação da BR 393 foi apontada pelo Portal iG, no último dia 15 de agosto .

Na ocasião, a reportagem destacou que o governo federal havia encerrado a concessão nos 182 km do trecho e, com isso, a cobrança não está sendo realizada há mais de dois meses.

Informou também que, apesar do governo afirmar estar fazendo a manutenção básica da estrada, serviços como guinchos e ambulâncias não estavam sendo oferecidos.

Nesta madrugada, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 2h50.

Ainda de acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, após a colisão, os dois veículos pegaram fogo.

As duas vítimas fatais eram ocupantes do veículo e morreram carbonizadas. Já o condutor do caminhão não se feriu.

As causas do acidente ainda serão investigadas. Uma equipe de perícia esteve no local para levantar informações que possam ajudar a ilucidar o caso.

Os corpos das vítimas foram removidos pelos bombeiros e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Volta Redonda (RJ).

As duas pistas da rodovia ficaram completamente interditadas. Por volta das 6h30 da manhã a fila de veículos que aguardavam a liberação da pista era de quilômetros.

A PRF informou que o trânsito fluiu no sistema siga-e-pare até às 9h.

Problemas de seguranca

Ainda de acordo com reportagem do iG, o Ministério dos Transportes encerrou o contrato com a concessionária K-Infra depois da chamada caducidade.

Foram observados descumprimentos frequentes por parte da empresa, que assumiu a rodovia há pouco mais de seis anos.

A rodovia apresentava falhas estruturais, falhas na manutenção e atrasos em obras.


A concessionária contestou no Supremo Tribunal Federal (STF),  apontando previsão de R$ 1,6 bilhão em investimentos e concessuiu uma liminar para voltar provisoriamente à gestão da rodovia.

Mas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) manteve a suspensão do pedágio, argumentando que a liminar não modificava a caducidade e nem anulava os efeitos do decreto que colocou fim do contrato.

Depois disso, o governo afirmou que havia realizado obras de manutenção e que não houve aumento significativo no número de acidentes desde a interrupção do contrato.

O leilão para nova concessão está previsto para 2026.

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