Os tumultos, brigas e depredações em aviões e aeroportos somaram 979 casos registrados entre janeiro e julho deste ano no Brasil. O número é 87% maior em comparação ao ano passado (523 casos), segundo um levantamento da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), divulgado pelo programa Fantástico neste domingo (07).
Em vários episódios, um único passageiro acaba causando transtornos para centenas de pessoas . Em um dos casos citados pelo programa, um homem bloqueou o embarque após perder o voo e se recusou a sair do local até ser realocado em outra aeronave ou receber reembolso.
Só no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, foram registrados 15 boletins de ocorrência por crimes que vão desde racismo até abusos, apenas em 2025.
Casos de agressões
Além dos casos que envolvem depredações, como no do Aeroporto de Viracopos, em Capinas, São Paulo, em que uma passageira arremessou um suporte de fila de um andar para o outro, estão incluídas brigas que envolvem agressões físicas ou verbais.
Em um caso envolvendo a Latam, a agente de aeroporto Camila Germano foi agredida com um soco por um passageiro estrangeiro. Segundo ela, em entrevista ao programa da TV Globo, a discussão começou por causa de dificuldades de comunicação e terminou quando o homem a golpeou no momento em que ela tentou encerrar a conversa com auxílio de um tradutor no celular.
Em abril, uma passageira brasileira provocou confusão em um voo de São Paulo para Nova York ao tentar invadir a cabine para reclamar de atraso. Ela foi contida pela tripulação e, durante a discussão, ofendeu funcionários com fortes xingamentos.
A passageira e o marido acabaram retirados da aeronave e hoje processam a companhia aérea. A empresa American Airlines afirmou que a medida foi tomada para proteger clientes e funcionários.