O presidente da França, Emmanuel Macron
Reprodução: Observador
O presidente da França, Emmanuel Macron

Após o encontro com o ex-presidente Lula há oito dias no Palácio do Eliseu , em Paris, o presidente da França, Emmannuel Macron, marcou a data de entrega da maior honraria francesa para um dos principais opositores de Bolsonaro, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro atacou Macron por ter recebido em Paris o ex-presidente Lula , seu provável adversário na eleição de 2022. Segundo Bolsonaro, a atitude do francês foi uma provocação.

''É muito mais do que eu mereço e mais longe do que pensei chegar. A comenda não pertence a mim, mas sim às milhares de famílias brasileiras que tiveram um amor retirado de suas vidas pela pandemia da Covid-19!'', comentou Randolfe em sua conta no Twitter.

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Por conta da pandemia, Randolfe receberá a comenda Légion d’honneur, uma das mais altas honrarias do país francês, na Embaixada da França em Brasília em 6 de dezembro. O senador é vice-presidente da CPI, que atribuiu nove crimes ao titular do Palácio da Alvorada.

O titular da França já teve embates com Bolsonaro em decorrência das políticas ambientais do Brasil, principalmente, às ligadas a Amazônia. Na última cúpula do G20, em Roma, os dois líderes tiveram pouca interação. O titular do Palácio da Alvora também já fez ofensas à esposa de Macron em 2019.

"Em 2019 demos mais um passo para fazer um acordo comercial da União Europeia e Mercosul. O grande opositor a esse acordo é o presidente da França. Em parte nós concorremos com o que produzimos para o mundo, as commodities, coisas que vem do campo. Então Macron sempre foi contra a gente, e sempre bateu na questão da Amazônia, como se ele, seus antecessores tivessem preservado alguma coisa na França. Parece que é uma provocação, sim", declarou Bolsonaro em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia

No entanto, o presidente da França se mostra simpatizante com Lula. Na última semana, Macron recebeu o petista em Paris. Durante o encontro, um dos assuntos tratados entre Macron e o ex-presidente foi acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que está parado depois que líderes europeus pediram adendos com compromissos ambientais no texto.

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