Procurador-geral da República, Augusto Aras
Marcos Oliveira/Agência Senado
Procurador-geral da República, Augusto Aras


Em meio à escalada de tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do Poder Judiciário , o procurador-geral da República Augusto Aras tem sinalizado a interlocutores que não vê cometimento de crimes por parte do presidente e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tomará nenhuma iniciativa para conter Bolsonaro em seus ataques. Sua postura vai na contramão da cobrança de subprocuradores-gerais da República, que divulgaram manifestação nesta sexta-feira afirmando que Aras não poderia "assistir passivamente" aos ataques.

O posicionamento de Aras, manifestado em conversas recentes, é que a PGR irá agir somente quando provocada em processos no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral, mas evitará entrar em confronto com o presidente. Tampouco a PGR assumirá a dianteira em defesa das urnas eletrônicas ou dos ministros do STF. Agirá apenas quando provocada judicialmente.


Embora Aras não tenha manifestado claramente essas ideias, foi essa a tônica da sua conversa com o presidente do STF, Luiz Fux, nesta sexta-feira . Aras disse a Fux que a instituição está cumprindo o seu papel. Na sua interpretação, o papel da PGR é o de não interferir nas ações de Bolsonaro, as quais ele enxerga apenas como manifestações retóricas do mundo político.

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