Vacina indiana Covaxin, que custou ao Brasil 1000% a mais do que o valor inicial informado pela fabricante
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Vacina indiana Covaxin, que custou ao Brasil 1000% a mais do que o valor inicial informado pela fabricante

O Ministério da Saúde encaminhou à Precisa Medicamentos um ofício pedindo a compra de mais 50 milhões de doses da vacina Covaxin menos de dez dias após fechar a compra de 20 milhões de doses em um contrato no valor de R$ 1,6 bilhão . As informações são de Caio Junqueira , da CNN Brasil.

No dia 6 de março, a pasta encaminhou o Ofício nº 561 do Ministério da Saúde com o tema “Aquisição de 50 milhões de doses de vacina contra a COVID-19 adicionalmente aos Contratos celebrados entre a União e a empresa Bharat Biotech Limited International, representada pela empresa Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda”.

Nove dias depois, em 15 de março, o ministério volta a pressionar a empresa por mais vacinas por meio de um novo ofício "solicitando a antecipação do máximo possível de doses ao Brasil".

A informação está na Nota Informativa Nº 24 do Ministério da Saúde enviada à CPI da Covid, que atende a um pedido do vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

MPF vê indícios de crime em contrato

O  Ministério Público Federal (MPF) identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e pediu que o caso seja investigado na esfera criminal. Até então o caso vinha sendo apurado dentro de um inquérito que tramitava na esfera cível. O contrato para a compra da Covaxin totalizou R$ 1,6 bilhão.

Nesta terça-feira, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) deu a entender que o  contrato entre o governo federal e a Precisa Medicamentos pela compra da vacina Covaxin deve ser alvo de investigação da CPI da Covid.

"A Comissão Parlamentar de Inquérito entra em uma terceira e decisiva fase, que é a investigação de outros crimes além dos anteriores. Até então, os indícios eram de crimes contra a ordem de saúde sanitária, de prevaricação, basicamente estes. Nós vamos entrar agora na área de investigação em relação à corrupção ativa e passiva de agentes públicos e privados", disse.



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