Vacina indiana Covaxin
Foto: NOAH SEELAM/AFP
Vacina indiana Covaxin

O empresário Francisco Maximiano , dono da Precisa Medicamentos, avisou à CPI da Covid que não poderá comparecer ao depoimento marcado para esta quarta-feira (23), por estar cumprindo quarentena em razão de uma viagem recente à Índia. Integrantes da CPI estudam pedir a condução coercitiva de Maximiano.

Segundo a petição à CPI assinada pelos advogados de Maximiano, o empresário está cumprindo 14 dias de quarentena após a viagem, da qual retornou no dia 15 no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele estaria impedido de depôr até o dia 29 de junho, de acordo com o documento.

Ele diz se colocar "à disposição das autoridades para desmentir as inverdades que maliciosamente vem sendo difundidas, prestar os devidos esclarecimentos e mostrar como a contratação da vacina Covaxin obedeceu a todos os critérios de integridade, valor de mercado e interesse público."

"A contratação, é preciso deixar claro, beneficiará milhões de brasileiros e seguiu todas as regras do Ministério da Saúde e das leis brasileiras, bem como os padrões praticados internacionalmente pelo laboratório indiano Barath Biotech, no mesmo patamar dos outros laboratórios contratados no país, com vantagem de ter soluções de armazenamento mais simples e mais baratas para o MS."

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A ausência de Maximiano na CPI já era cogitada desde ontem. Durante reunião da cúpula da CPI com o chamado G7, formado por oposicionistas e independentes, foi sugerido pedir a condução coercitiva do empresário para forçá-lo a depor. Até então, o dono da Precisa ignorou todas as comunicações da comissão, por e-mail e por correspondência física.

Assim como ocorreu com o  empresário Carlos Wizard, a comissão espera que a condução coercitiva tenha efeitos práticos para garantir a oitiva. Após a ação, Wizard acabou entrando entrou em contato com a comissão, para que a oitiva seja agendada. A sessão ficou marcada para o próximo dia 30. Antes de se ver ameaçado com o uso de força policial para comparecer à comissão, o empresário havia ignorado as comunicações da CPI.

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