Presidente voltou a criticas as medidas restritivas impostas por governadores e prefeitos por conta da pandemia
Marcos Corrêa/PR
Presidente voltou a criticas as medidas restritivas impostas por governadores e prefeitos por conta da pandemia

presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta terça-feira (30) medidas restritivas contra a  Covid-19 e a compará-las ao estado de sítio, medida que possibilita restrições a direitos ou atos excepcionais para conter algum tipo de abalo à ordem pública. Bolsonaro disse que "joga dentro da Constituição", enquanto outras autoridades atuam no limite das leis.

"O que eu vejo, vamos falar dos limites da Constituição. Lá dentro está nas cláusulas pétreas o direito de ir e vir, bem como direito ao trabalho. Quando se fala em estado de sítio o pessoal fala que sou eu. Eu não posso decretar. Quem decreta é o parlamento. Não existe isso daí", disse Bolsonaro .

O mecanismo do estado de sítio pode ser acionado pelo presidente, mas depende da autorização do Congresso Nacional, em casos de guerra ou grave comoção. "Mesmo estado de sítio eu tenho limites, é para uma situação complicada de desordem, distúrbios em qualquer parte do Brasil. Mas não podem decretos municipais ir além do estado de sítio. Eu jogo dentro da constituição. Há algum tempo algumas autoridades não estão jogando nos limites da Constituição ", afirmou o presidente.

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Na Câmara, o líder do PSL , Vitor Hugo (GO), que é aliado de Bolsonaro, iniciou um movimento para tentar pautar projeto que, se aprovado, daria ao presidente o poder de acionar o dispositivo de Mobilização Nacional durante a pandemia . Isso significa que, no caso de crise sanitária, o presidente poderia interferir e expropriar a produção privada, além de mobilizar militares para ações determinadas pelo governo federal.

A proposta abriria o caminho para Bolsonaro atuar em "espaço geográfico" definido no combate à pandemia . Hoje, governadores e prefeitos são responsáveis por medidas restritivas de isolamento .

O mecanismo é previsto na Constituição e foi regulamentado em lei específica para tempos de guerra. Assim como a decretação de Estado de Defesa ou Estado de Sítio, a Mobilização Nacional só pode ocorrer após pedido do presidente da República e aprovação do Congresso.

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