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Pedido de habeas corpus foi sorteado para Gilmar Mendes, mas, por conta do recesso, ficará a cargo do presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Confira

Defesa de João de Deus protocolou o terceiro pedido de liberdade para o médium na mesma semana em que ele foi preso preventivamente
Marcelo Camargo/ABr
Defesa de João de Deus protocolou o terceiro pedido de liberdade para o médium na mesma semana em que ele foi preso preventivamente

A defesa de João de Deus entrou com o terceiro pedido de liberdade para o médium em menos de uma semana da efetivação da prisão preventiva contra ele, dessa vez no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi sorteado para o ministro Gilmar Mendes, mas, como foi apresentado após o início do recesso do Judiciário, será analisado pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que está de plantão.

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A data do novo pedido de habeas corpus para João de Deus também chama a atenção por ter sido protocolada no STF apenas um dia após o  Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar a liberdade ao médium que se  entregou para as autoridades apenas no último domingo (16), mesmo  após ter sua prisão autorizada na sexta-feira (14) após o Ministério Público de Goiás (MP-GO) confirmar que ele teria sacado R$ 35 milhões de suas contas pessoais .

A prisão preventiva de João de Deus foi decretada pela Justiça de Goiás com base em 15 denúncias já formalizadas pelo Ministério Público em Goiânia. O médium, no entanto, é acusado por mais de 500 mulheres de ter cometido abuso sexual durante seus atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), e chegou a ser considerado foragido pelo Ministério Público depois que os policiais civis procuraram por ele em mais de 30 endereços entre sexta-feira (14) e sábado (15) e não encontraram.

No pedido de liberdade , o advogado que atua na defesa de João de Deus, Alberto Zacharias Toron, argumenta que o médium é réu primário, tem residência fixa, é idoso e possui doença vascular grave . No domingo (16), logo após João de Deus se entregar à polícia, o advogado já tinha afirmado que a  prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica era "o mais justo" no caso e que entraria com o pedido de liberdade para seu cliente no dia seguinte, já na segunda-feira (17).

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Desde então, porém, a defesa de João de Deus acumulou negativas da Justiça. Além da decisão do próprio ministro Nefi Cordeiro, do STJ, que negou o pedido de soltura e ainda retirou o sigilo de Justiça do processo alegando que "o instituto não serve à proteção do autor de supostos crimes contra a dignidade sexual", o desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) Jairo Ferreira Júnior já tinha decidido na última terça-feira (18) que João de Deus deveria permanecer preso.

Dessa forma, o médium João Teixeira de Faria, de 76 anos,  segue preso desde o último domingo no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia conhecida como Casa de Custódia de Goiânia. Mandados de busca e apreensão cumpridos pelos agentes da Polícia Civil em sua casa na última terça-feira (18)  apreenderam mais de R$ 405 mil em cédulas brasileiras, dólares, euros, libras, dólares canadenses e outras moedas estrangeiras, todas escondidas num fundo falso do armário no quarto de João de Deus.

Segundo o diretor-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, também foram apreendidas seis armas e diversas munições que estão sem registro. Um dos revólveres, inclusive, está sem numeração e o médium não tem permissão para posse de arma.

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João de Deus nega todas as acusações e, inclusive, alegou, em depoimento prestado às autoridades policiais no último domingo, que não faz atendimento espiritual individualizado a portas fechadas na sua sala na Casa Dom Inácio de Loyola, onde as vítimas relataram que os abusos sexuais foram cometidos.

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