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Informações sobre quantas e quais armas foram encontradas, além do valor em dinheiro apreendido, não foram divulgadas; médium foi preso domingo

O médium João de Deus recebeu mandado de prisão preventiva e está detido desde o último domingo em Goiás
Cesar Itiberê/ Fotos Públicas
O médium João de Deus recebeu mandado de prisão preventiva e está detido desde o último domingo em Goiás

A Polícia Civil apreendeu, nessa terça-feira (18), uma mala com dinheiro em espécie e armas na residência pessoal do médium João de Deus, em Abadiânia (GO). Ele foi preso no último domingo (16) acusado de ter abusado sexualmente de mais de 500 mulheres. 

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A polícia ainda não divulgou quantas e quais armas foram encontradas na casa de João de Deus e nem qual o valor total em dinheiro que foi apreendido no local. Os itens foram encaminhados para a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e as informações devem ser divulgadas ainda hoje em entrevista coletiva marcada para o fim desta manhã. 

Também foram realizados mandados de busca e apreensão em outros 19 endereços ligados ao médium, incluindo numa entidade comunitária da cidade e na Casa Dom Inácio de Loyola, onde João fazia seus atendimentos espirituais e cometia os abusos. No local, foram apreendidos documentos e recibos. 

O Ministério Público recebeu denúncias de 506 relatos de abusos sexuais cometidos pelo líder espiritual. Os crimes foram revelados aos Ministérios Públicos de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Das mulheres que o denunciaram, 30 já foram ouvidas e quinze das denúncias foram registradas na delegacia de Goiás.

No entanto, o médium não vai responder pela maioria dos crimes pelos quais é acusado. Isso porque, de acordo com a delegada Karla Fernandes, responsável pela investigação contra ele, muitos dos casos denunciados aconteceram mais de seis meses antes da denúncia e, portanto, perdem o valor legal, conforme o código penal brasileiro decretava até setembro deste ano.

Em nota, a força-tarefa do MP-GO, que apura as denúncias contra o líder espiritual, informou que, apesar do cumprimento da prisão, os trabalhos do grupo prosseguirão normalmente nos próximos dias, "no intuito de continuar realizando as oitivas das vítimas e produzindo as denúncias a serem oferecidas".

João Teixeira de Faria, o João de Deus , é suspeito de ter praticado crimes de estupro, estupro de vulnerável (quando cometido contra menor de 14 anos ou quem esteja em situação de vulnerabilidade) e violação sexual mediante fraude. A Força-Tarefa também pretende investigar uma  denúncia de lavagem de dinheiro contra o líder espiritual

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