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Defesa do médium tentou reverter a prisão preventiva em domiciliar com o uso de tornozeleira, mas Nefi Cordeiro, ministro do STJ, negou o pedido

STJ negou novo pedido de habeas corpus para João de Deus, que segue preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, denominado Núcleo de Custódia
Divulgação/Casa Dom Inácio de Loyola
STJ negou novo pedido de habeas corpus para João de Deus, que segue preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, denominado Núcleo de Custódia


O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quarta-feira (19) o pedido de liberdade através de habeas corpus apresentado pela defesa do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, preso desde o último domingo (16), no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

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Além de negar o habeas corpus , ministro também afastou o segredo de Justiça do processo por entender que o instituto não serve à proteção do autor de supostos crimes contra a dignidade sexual.

Nefi Cordeiro indeferiu liminarmente, o que significa, segundo o STJ, que a petição não terá seguimento. A defesa de João de Deus pretendia reverter a prisão preventiv a em domiciliar com tornozeleira .

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça de Goiás com base em 15 denúncias já formalizadas em Goiânia, todas por crimes sexuais.

Foi o segundo pedido de liberdade para o médium pedido pela defesa. Na última terça-feira (18), o desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) Jairo Ferreira Júnior decidiu que João de deus deveria permanecer preso.

O líder espiritual é acusado por mais de 500 mulheres de ter cometido abusos sexuais durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde ele presta serviços espirituais há mais de quatro décadas.

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João Teixeira de Faria é suspeito de ter praticado crimes de estupro, estupro de vulnerável (quando cometido contra menor de 14 anos ou quem esteja em situação de vulnerabilidade) e violação sexual mediante fraude.

Com o novo pedido de habeas corpus negado, o médium vai seguir preso Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, interior de Goiás. Com mais de 550 denúncias em mãos, a força-tarefa do Ministério Público de Goiás diz que segue investigando o caso "no intuito de continuar realizando as oitivas das vítimas e produzir as denúncias a serem oferecidas".

*Com Agência Brasil

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