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Polícia Federal recebeu denúncias anônimas de dois endereços onde o cidadão italiano poderia estar escondido; ele é considerado foragido

Cesare Battisti é considerado foragido pela Polícia Federal
José Cruz/ Agência Brasil
Cesare Battisti é considerado foragido pela Polícia Federal

A Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal (DAT) fez duas tentativas de busca por Cesare Battisti nesta segunda-feira (17) em São Paulo. A PF recebeu denúncias anônimas de dois endereços onde o ex-ativista italiano condenado por terrorismo poderia estar escondido. 

Cesare Battisti é considerado foragido pela polícia desde sexta-feira . O DAT passou a integrar a equipe de buscas pelo cidadão italiano neste domingo (16), junto com a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), a divisão de imigração e a divisão de inteligência da Polícia Federal. 

Já foram realizadas buscas frustradas em Cananeia, onde Battisti mora, na região litorânea de São Paulo, e também na cidade de São José do Rio Preto. Segundo a Polícia Federal, o italiano está "em local incerto e não sabido". 

Ontem, a PF  divulgou retratos com possíveis disfarces que Battisti poderia estar usando para se esconder ou tentar escapar do Brasil. O italiano pode ser visto com barba, bigode, óculos escuros, diferentes tipos de chapéu e até com a cabeça raspada.

Battisti teve a prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux na última quinta-feira.  No dia seguinte, o presidente Michel Temer decidiu extraditar o italiano. O governo da Itália  enviou uma carta agradecendo-o pela decisão. 

“Senhor presidente, quero expressar meu mais sincero agradecimento pela decisão de Vossa Excelência sobre o caso do cidadão italiano Cesare Battisti , definitivamente condenado pela Justiça italiana por crimes gravíssimos e que até hoje se subtraiu à execução das relativas sentenças”, diz uma parte da mensagem. 

A polícia italiana está em São Paulo desde a última sexta-feira (14) à espera do cumprimento da prisão do italiano. Um avião está no aeroporto de Guarulhos para levá-lo de volta ao país. Ele também não estaria mantendo contato com o próprio advogado .

Antes da decisão de Temer, o presidente eleito Jair Bolsonaro também já havia sinalizado que Battisti poderia ser extraditado, ele respondeu a um tweet do ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, e disse que a Itália poderia "contar" com ele no caso do italiano. 

Cesare Battisti fazia parte da organização Proletários Armados pelo Comunismo. Ele foi condenado pela Justiça italiana por quatro homicídios praticados entre 1978 e 1979 e, em 2009, conseguiu a permissão do governo Lula para vir para o Brasil como refugiado político. 



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