
A primeira onda de calor da primavera será poderosa e, sob influência do El Niño, pode trazer temperaturas de 45ºC a cidades entre o Centro-Oeste e Sudeste do país na próxima semana.
Segundo a MetSul Meteorologia, o episódio de calor será excessivo e traz risco à saúde e vida da população. O aquecimento chega da Argentina primeiro na região Centro-Oeste já neste sábado (26).Até o começo da semana seguinte, chega ao Sudeste, quando deve provocar termômetros de 40ºC ou mais entre várias cidades. O calor avança ao longo dos dias seguintes entre São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Piauí.Há possibilidade dos 40ºC também ao Sul de Maranhão e Pará. Contudo, os pontos mais preocupantes ficam entre o interior do estado de São Paulo, o Triângulo Mineiro, Mato Groso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, com termômetros que podem passar de 40ºC.Ainda conforme a projeção e alerta, máximas de até 43ºC podem ocorrer no interior paulista a partir de domingo (27) até terça (29). Já nos estados de MS, MT, GO e TO, a marca pode chegar a 44ºC. Os meteorologistas não descartam valores acima de 45C, apesar de menos prováveis.A capital São Paulo, por sua vez, terá máximas de até 35ºC durante o período, assim como é esperado para o Rio de Janeiro. Conforme a MetSul, o calor intenso não é incomum nesta época, já que o período marca a estação seca no Centro do Brasil.Quais os riscos à saúde?
Ondas de calor podem levar a quadros agravados de saúde decorrentes da pressão alta ou desidratação, principalmente em população vulnerável como idosos. O Brasil, porém, não mantém estatísticas sobre a mortalidade do calor.
Temperaturas extremas são mais mortais do que desastres naturais como furacões e tornados, segundo a MetSul meteorologia.
Por outro lado, conforme dados apresentados em estudo da Fiocruz em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi identificado um aumento no risco de internação por doenças respiratórias (como pneumonia) e geniturinárias (insuficiência renal) devido ao calor.
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Ou seja, o estudo sugere que durante as ondas de calor mais severas, internações por doenças cardiovasculares podem evoluir mais rápido para quadros graves, com óbito ainda antes da hospitalização.