
A morte de uma mãe e uma bebê cerca de nove dias após o nascimento da criança virou caso de polícia no Rio de Janeiro. A família alega negligência por parte do hospital, que a liberou da unidade mesmo com dores.
O caso é investigado pela Polícia Civil carioca e foi registrado no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A investigação foi confirmada pelo iG.
De acordo com a família, a mulher deu entrada no hospital no dia 8 de setembro para o nascimento da filha. Era o terceiro filho da mulher, que tinha 28 anos.
A família também afirmou que não houve qualquer problema durante a gravidez e que o neném nasceu por parto normal.
Porém, logo após o nascimento, a mulher começou a sentir muitas dores abdominais. Em entrevista, o marido dela afirmou que a equipe médica atribuiu o caso a gases, prescreveu dipirona e a liberou, mesmo sem ter feito exames de imagem para investigar as dores.
Ela recebeu alta cerca de 48 horas após o parto, mesmo inchada e ainda com as dores. A mulher foi para casa, mas retornou à unidade de saúde logo em seguida.
No momento, ela já estava em estado grave, precisou ser intubada e foi transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. No local, ela precisou de uma cirurgia de emergência para retirada dos ovários e do útero.
Mesmo com a cirurgia, a mãe não resistiu e morreu neste último domingo (13), cinco dias após o parto.
Nesta quinta-feira (17), a bebê também não resistiu e morreu, nove dias após o nascimento. A recém-nascida estava internada na UTI neonatal do Hospital Municipal Albert Schweitzer desde a última terça-feira (15), após apresentar febre.
O caso segue em investigação. A mulher deixa o marido e outros dois filhos, um de 9 e outro de 4 anos.
As vítimas
A mãe é Jéssica Duarte Gonçalves, de 28 anos, e a filha é Jade Duarte de Moura.
Segundo o UOL, em nota, a direção do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro explicou que o parto não teve complicações e que a paciente foi medicada após se queixar de dor.
Além disso, a unidade afirmou que ela recebeu alta sem queixas que indicassem alguma gravidade e que Jéssica apresentava boas condições gerais.
A família contesta a versão do hospital. A bebê foi sepultada nesta sexta-feira (18), no Cemitério do Murundu na Zona Oeste do Rio.