
As seis vítimas do desabamento de um prédio em construção na Penha, em São Paulo, neste sábado (12), morava no imóvel apenas há cerca de um mês. O prédio, de 12 andares, era alvo de medidas há anos pela Prefeitura, que havia interditado a construção. As obras continuaram mesmo sem alvará.
Ao O Globo, a advogada que atua para o consulado da Bolívia disse que a família completou um mês na última quinta (10), e que a tragédia só não foi maior porque o pai e um dos filhos, de 13 anos, haviam saído de casa.A defensora diz que o consulado acompanha as investigações. Ronaldo Vivacqua foi preso temporariamente, apontado como responsável pela obra por meio da New Home Construtora. Outros dois responsáveis pela construção, filho de Vivacqua e engenheiro, são investigados.O iG procura a construtora e os acusados para manifestação, mas não obteve contato. O espaço seguirá aberto.Histórico de disputas pela construção
O prédio de 12 andares que desabou na madrugada de sábado (12) possuía um histórico de conflitos com a Prefeitura Municipal de São Paulo para a construção. Isso porque após interdição em 2019, as obras seguiram, mesmo sem alvará.
À época, a irregularidade foi para a Justiça, terminando em autuações e multas, além de ação da procuradoria municipal para impedir a continuidade.
Conforme as informações, a disputa se estendeu até 2024, quando a retomada de uma nova construção foi autorizada, desde que a estrutura já erguida fosse demolida e recomeçasse em acordo com os parâmetros exigidos.
Os 12 andares que caíram vitimaram três mulheres, dois homens e uma criança. A mulher estava grávida. Outros dois sobreviveram. Os corpos deverão ser transportados à Bolívia para sepultamento.
Seis pessoas morreram, sendo três mulheres, dois homens e uma criança. Uma das mulheres estava grávida. Segundo o governo de São Paulo, sete das oito vítimas eram bolivianas e uma era paraguaia.
Duas pessoas foram resgatadas com vida. Os corpos serão transportados à Bolívia para o sepultamento.