Para manter a isenção, Câmara dos Deputados e Senado precisam aprovar a MP até o dia 08 de setembro
Roque de Sá/Agência Senado
Para manter a isenção, Câmara dos Deputados e Senado precisam aprovar a MP até o dia 08 de setembro

A taxa das “blusinhas”pode voltar a ser cobrada caso a Medida Provisória (MP) 1.357/2026 não for votada por deputados federais e senadores no Congresso Nacional até o dia 08 de setembro.

O imposto equivale a 20% sobre importações em compras internacionais de até US$50.  A MP foi publicada em 12 de maio deste ano. Ela deu autorização ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, para alterar taxas em cobranças internacionais, o que permitiu que essa cobrança fosse zerada.

O texto foi prorrogado em julho por Davi Alcolumbre (União), presidente do Senado, e agora tem validade até 08 de setembro. Uma MP tem validade de 60 dias com possibilidade de uma única prorrogação. Com isso, o limite dos prazos pode passar sem a MP sequer ter sido votada.

Além da aprovação no Congresso, há a possibilidade de edição de uma outra norma com poder equivalente. Sem nenhuma decisão tomada, a taxa de 20% volta a ser cobrada no dia 09 de setembro.

Ou seja, no cenário atual, a norma provisória mantém o imposto zerado até o dia 08 de setembro. Caso a MP for aprovada, a isenção continua. Se não, os 20% de tributação de compras internacionais volta a valer a partir do dia 09 de setembro.

Segundo a Rádio Senado, outras 31 MPs estão pendentes de análise pelo Congresso Nacional, como o novo Desenrola Brasil , voltado para renegociação de dívidas populares.


O que é a taxa das “blusinhas”?

Taxa das “blusinhas” é o nome popular dado a uma cobrança sobre importações de até 50 dólares, ou seja, em compras internacionais de pequeno valor.

O nome surgiu porque a lei se debruça principalmente sobre compras como “blusinhas” da Shopee, Shein e AliExpress. A taxa teve grande reprovação popular e foi criticada por impedir o acesso aos produtos de baixo custo.

À época da criação da alíquota, se discutia se esses produtos estrangeiros não criavam uma competição injusta com o setor varejista nacional. O  setor defende “isonomia tributária” e alega que a taxa ajuda a proteger empregos.

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