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"Balls", da marca Fini

O Procon  do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG) determinou a suspensão da oferta e da venda de produtos da linha "Balls", da marca Fini, em plataformas de comércio eletrônico que comercializam os itens para consumidores mineiros. A medida cautelar foi adotada após o órgão identificar indícios de violação ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) e às normas de proteção de crianças e adolescentes.

Entre os produtos citados na decisão estão as balas Camel Balls, El Toro Balls e Unicorn Balls. Segundo o Procon-MPMG, as embalagens apresentam ilustrações que representam órgãos genitais de animais e podem atrair o público infantil, expondo crianças e adolescentes a conteúdos de natureza sexual de forma precoce.

O iG procurou a Fini para comentar a decisão. Em nota, a The Fini Company Brasil informou que os produtos Camell Balls, Unicorn Balls e El Toro Balls não são fabricados, importados, distribuídos e/ou comercializados pela empresa no Brasil. "A empresa reitera ainda, seu compromisso com as normas regulatórias brasileiras", finalizou. 

O que motivou a decisão

De acordo com o Procon-MPMG, a medida foi baseada em dispositivos do Código de Defesa do Consumidor que tratam da proteção contra publicidade considerada abusiva e da comercialização de produtos inadequados ao público infantil.

O órgão também cita normas do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária e a Resolução nº 163/2014 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que estabelece critérios para identificar práticas publicitárias direcionadas a crianças.

Além disso, um parecer do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CAODCA) concluiu que os produtos seriam inadequados ao mercado infantojuvenil por favorecerem a exposição precoce a conteúdos de natureza sexual e poderem afetar o desenvolvimento psicológico e social de crianças e adolescentes.

O que significa a suspensão cautelar

A decisão tem caráter cautelar, ou seja, é uma medida preventiva adotada antes da conclusão definitiva das investigações.

Na prática, as empresas notificadas devem interromper a oferta desses produtos para consumidores localizados em Minas Gerais enquanto o processo administrativo continua em andamento.

Segundo o Procon-MPMG, a suspensão permanecerá em vigor até que as supostas irregularidades sejam esclarecidas ou sanadas.

Quais empresas foram notificadas

A decisão alcança três plataformas de comércio eletrônico:

  • Mercado Livre Brasil Ltda.;
  • Empório Karamell Importação e Exportação Ltda. (Karamell Store);
  • plataforma Ubuy Brasil.

Nos casos do Mercado Livre e da Karamell Store foram instaurados processos administrativos.

Já em relação à plataforma Ubuy, o Procon informou ter aberto uma investigação preliminar para identificar oficialmente a empresa responsável pela operação no Brasil.

O órgão afirma ainda que, em consultas iniciais, não encontrou informações suficientes sobre a representação jurídica da plataforma Karamell no país.


O que acontece agora

Além da suspensão das ofertas, as empresas deverão apresentar informações e esclarecimentos ao Procon-MPMG.

O órgão também comunicou a decisão ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), ao Conanda e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para que avaliem a adoção de outras providências dentro de suas competências.

As investigações continuam e poderão resultar em novas medidas administrativas conforme o andamento do caso.

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