
Treze pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte que realizava um voo turístico sobre as Linhas de Nazca, no sul do Peru, neste sábado (1º). Segundo informações da Reuters, a aeronave caiu poucos minutos após decolar para um passeio aéreo sobre o sítio arqueológico, um dos destinos mais visitados do país.
De acordo com as autoridades da província de Nazca, estavam a bordo 11 passageiros e dois pilotos, e não houve sobreviventes. O acidente ocorreu na região de Pueblo Viejo, cerca de seis quilômetros da cidade de Nazca e a aproximadamente 12 quilômetros das famosas figuras desenhadas no deserto.
A aeronave pertencia à companhia aérea peruana Aerodiana, especializada em voos turísticos sobre as Linhas de Nazca. Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia se pronunciado sobre o acidente e as autoridades não divulgaram os nomes das vítimas.
Aeronave perdeu contato após a decolagem
Segundo veículos da imprensa peruana, o avião decolou do aeroporto de Pisco com destino ao circuito turístico sobre as Linhas de Nazca. Pouco depois do início do voo, mas perdeu contato com a torre de controle.
As causas da queda ainda são desconhecidas. As autoridades locais informaram que uma investigação será aberta para apurar o que provocou o acidente.
No entanto, na sexta-feira (31), um dia antes da tragédia, as operações de voos turísticos na região chegaram a ser suspensas devido aos ventos superiores a 40 km/h, que levantaram poeira e reduziram a visibilidade.
Segundo a imprensa local, algumas aeronaves precisaram ser desviadas para outros aeroportos por causa das condições meteorológicas. Ainda não há confirmação de que o mau tempo tenha relação com o acidente deste sábado, hipótese que deverá ser analisada durante as investigações.
Linhas de Nazca atraem milhares de visitantes
As Linhas de Nazca formam um conjunto de centenas de geoglifos desenhados há cerca de 2 mil anos no deserto do sul do Peru. Declarado Patrimônio Mundial da Unesco desde 1994, o sítio arqueológico reúne figuras gigantes de animais, plantas, formas geométricas e traços que só podem ser observados por completo do alto.
Considerado um dos maiores enigmas da arqueologia mundial, o local recebe aproximadamente 100 mil turistas por ano, que costumam fazer voos panorâmicos para contemplar os desenhos preservados no solo árido do deserto.