
A ventania que varreu a região Sudeste na tarde da última quarta-feira (29) matou cinco pessoas no Rio de Janeiro e em São Paulo, derrubou árvores, arrancou telhados e afetou o transporte público em várias cidades. Ao longo do dia, os boletins da Defesa Civil frisaram a velocidade das rajadas. No interior paulista, o vento bateu 124,9 km/h; na capital fluminense, por sua vez, chegou a 92 km/h... mas você já se perguntou como é medida essa velocidade?

O aparelho responsável por fornecer tais dados é o anemômetro, equipamento instalado em estações meteorológicas, aeroportos, portos e parques eólicos de todo o país. O formato mais conhecido tem três conchas em meia esfera presas a hastes que giram em torno de um eixo vertical.
O funcionamento é simples: o vento empurra as conchas, o conjunto roda e um sensor eletrônico transforma a rotação em quilômetros por hora. O cálculo funciona independentemente da direção do vento, sem a necessidade de ajustes de angulação.

Aparelhos mais novos, no entanto, trocaram as conchas pelo som. Os anemômetros ultrassônicos usam uma tecnologia que dispara pulsos sonoros entre si, usando a diferença de tempo para estimar a velocidade e a direção do ar.

O modelo moderno domina os estudos climáticos e a análise de terrenos para energia eólica, sendo capaz de entregar dezenas de leituras por segundo.