
Usado na astronomia para traçar caminho até corpos celestes, o ano-luz não mede tempo, e sim distância. A medida corresponde a quantidade de espaço percorrido pela luz em um ano terrestre, viajando à velocidade constante de 300 mil quilômetros por segundo. O tamanho de um ano-luz é, portanto, cerca de 9,46 trilhões de quilômetros.
Segundo as convenções científicas e a Teoria da Relatividade, estabelecida por Albert Einstein, a velocidade da luz é o limite máximo para qualquer partícula ou informação em todo o universo. Dessa forma, a medida acabou virando a referência dos astrônomos para calcular distâncias que os quilômetros já não traduzem tão bem.

A estrela mais perto do planeta Terra depois do Sol, Próxima Centauri, está a 4,3 anos-luz, ou o mesmo que 40 trilhões de quilômetros. Para se ter ideia, caso uma pessoa entrasse agora num avião comercial e fosse em direção ao corpo celeste, a viagem até lá levaria 5 milhões de anos.
A astronomia também trabalha com distâncias menores, que pedem outra unidade: o minuto-luz. A luz do Sol demora 8,3 minutos até chegar à Terra, o equivalente a 149,6 milhões de quilômetros. Para chegar em Júpiter, que fica a 778 milhões de quilômetros do Sol, são 43,2 minutos.

Quando falamos de galáxias, no entanto, a distância é abismal. Andrômeda, a mais próxima da Via Láctea, está a 2,5 milhões de anos-luz. O centro da nossa própria galáxia, por exemplo, está a 26 mil anos-luz daqui.
Olhar para as estrelas é olhar para o passado? Entenda o fenômeno
Como a luz demora a viajar, o que vemos no céu agora já passou. A estrela que está visível agora, neste exato momento, talvez tenha soltado a luz há milhares de anos; na verdade, tal estrela pode nem existir mais. Olhar para o universo é, por definição, olhar para o passado no tempo.

Com telescópios, o salto para o passado se multiplica. Em 2016, o Hubble flagrou a galáxia GN-z11, a mais distante já vista, a 13,4 bilhões de anos-luz. A imagem capturada pelo equipamento não mostra como a galáxia é agora, mas sim bilhões de anos atrás, só 400 milhões de anos após a ocorrência do Big Bang.