A aeronave, que estava com a licença vencida e não podia voar, estava ocupada apenas pelo piloto que morreu carbonizado no acidente
Reprodução Redes Sociais
A aeronave, que estava com a licença vencida e não podia voar, estava ocupada apenas pelo piloto que morreu carbonizado no acidente

Um avião monomotor  caiu e pegou fogo na madrugada deste sábado (18) em uma área rural da cidade de Altair, no interior de São Paulo. A aeronave, que estava com a licença vencida e não podia voar, estava ocupada apenas pelo piloto que morreu  carbonizado no acidente.

queda do avião aconteceu por volta das 0h45, segundo informações da Centro de Gestão da Polícia Militar, caindo uma fazenda na região de uma usina canavieira.

O avião que caiu foi fabricado em 1970, com capacidade para o piloto e mais cinco passageiros
Divulgação Polícia Militar
O avião que caiu foi fabricado em 1970, com capacidade para o piloto e mais cinco passageiros

As equipes da PM e do Corpo de Bombeiros foram acionadas após um funcionário da usina revelar ter visto um clarão e um foco de incêndio próximo à frente da colheita de cana-de-açúcar.

Local do acidente

Ao chegar ao local do acidente, os policiais encontraram a aeronave completamente destruída e em chamas. Partes do avião estavam espalhadas pela área.

Nos destroços foi localizado um corpo totalmente carbonizado, sem possibilidade de identificação imediata, apontava o boletim de ocorrência.

O avião era do modelo Cessna U206E, com identificado PT-XRI.

Aeronave não podia voar

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que a aeronave estava com o certificado de aeronavegabilidade (CA) suspenso após o vencimento no dia 09 deste mês.

Sem o certificado válido, o avião está legalmente impedido de voar, o que torna a operação irregular, informou o órgão.

O avião está registrado em nome de uma empresa com sede em São Paulo e segundo o Registro Brasileiro Aeronáutico da ANAC, o Cessna que caiu foi fabricado em 1970, com capacidade para o piloto e mais cinco passageiros.

A aeronave  tinha licença apenas para serviços privados, sem autorização para táxi aéreo.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para analisar a ocorrência. A apuração será realizada pelo Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4).

Durante a ação inicial, profissionais credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.

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