Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
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Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA

O plano dos Estados Unidos para a Venezuela é composto de três fases, segundo anunciou nesta quarta-feira (7), Marco Rubio, secretário de Estado, e vai da estabilização do país, seguida da recuperação econômica até a transição de poder.

Desde a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores pelas forças militares norte-americanas, no último sábado (3), o país tem à frente Delcy Rodríguez, um dos principais nomes do chavismo, que era vice de Maduro e que tomou posse oficialmente, como presidente interina, na última segunda-feira (5).

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Segundo Rubio, os Estados Unidos não quer que a Venezuela "desemboque en caos", por isso, o primeiro passo é a estabilização do país.
E parte da estabilização, diz ele, inclui uma "quarentena" da Venezuela no mercado internacional.

Ele confirmou o  anúncio do presidente Donald Trump, na noite de terça-feira (6) sobre a venda de barris de petróleo venezuelanos e disse que a apreensão de petroleiros faz parte desta primeira fase do plano.

"Eles têm óleo que está preso na Venezuela. Eles não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e porque está sancionado. Nós vamos tomar entre 30 e 50 milhões de barras de óleo. Nós vamos vendê-lo no mercado, nas taxas de mercado, não nos descontos que a Venezuela estava recebendo", disse Rubio.

Sobre os recursos desta venda, ele reafirmou que serão geridos pelos Estados Unidos.

"Esse dinheiro será, então, tratado de uma forma que nós vamos controlar como é distribuído, de uma forma que beneficie as pessoas venezuelanas, não a corrupção, não o regime", acrescentou.

Ainda de acordo com Marco Rubio, o segundo passo será um passo a recuperação, garantindo que "os americanos, o leste e outras empresas tenham acesso ao mercado venezuelano de uma forma justa."


"Também, ao mesmo tempo, começar a criar o processo de reconciliação nacional, dentro da Venezuela, para que as forças da oposição sejam amnistizadas e liberadas de prisões ou trazidas para o país e comecem a reconstruir a sociedade civil. E, então, a terceira fase, é claro, será a de transição", disse o secretário de Estado.

O interesse pelo mercado petrolífero da Venezuela ficou explícito já na primeira declaração oficial de Trump, após a captura de Maduro .

Correspondência direta

Ainda nesta tarde de quarta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em sua coletiva de imprensa, disse que os Estados Unidos estão em "correspondência direta" com o governo venezuelano, inclusive influenciando suas decisões.

"Os Estados Unidos trabalham com a Venezuela, a administração Trump mantém uma correspondência direta com as autoridades interinas. Suas decisões continuarão a ser ditadas por nós", declarou ela, aos jornalistas.


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