PSB e Rede admitem ser adversários em alguns Estados

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às

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Uma das principais divergências é quanto à possibilidade de a chapa Campos/Marina dividir palanques com Aécio Neves em Estados como São Paulo e Minas Gerais

O PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a Rede da ex-senadora Marina Silva podem ficar em lados opostos em vários estados nas eleições do ano que vem, entre eles São Paulo, o maior colégio eleitoral do País.

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1º encontro programático: Marina e Campos tentam amenizar divergências

2014: Dilma e Campos podem dividir palanques estaduais

Segundo dirigentes da Rede, a possibilidade de os dois grupos hoje abrigados no PSB trilharem caminhos divergentes nos Estados onde não exista entendimento faz parte do acordo que selou a aliança entre Marina e Campos.

Alice Vergueiro / Futura Press
Marina e Campos realizam primeiro encontro programático em São Paulo


"O acordo dá liberdade para cada um seguir seu rumo onde a gente não concordar, onde não for possível um entendimento", disse Pedro Ivo, organizador da Comissão Nacional Provisória da Rede.

Um dos militantes mais próximos de Marina, Pedro Ivo é o responsável por negociar com o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, o mapa de alianças nos Estados.

Uma das principais divergências é quanto à possibilidade de a chapa Campos/Marina dividir palanques com o tucano Aécio Neves em Estados como São Paulo e Minas Gerais. Para os integrantes da Rede, a divisão de palanques estaduais jogaria por terra todo o esforço feito para dar um caráter programático à aliança.

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Em São Paulo, por exemplo, o PSB defende apoiar a reeleição do atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB), enquanto setores da Rede querem lançar o deputado Walter Feldman candidato.

Nesta segunda-feira, durante o 1º Encontro Programático Rede PSB, Feldman e o presidente estadual do PSB, Márcio França, passaram mais de uma hora conversando a sós. De acordo com Feldman, o socialista passou um histórico das negociações feitas até agora. "O ideal seria PSB e Rede marcharem juntos, mas às vezes não vai dar", disse Feldman.

Der acordo com ele, a possibilidade de PSB e Rede ficarem em lados opostos foi a solução encontrada para evitar impasses e constrangimentos que prejudiquem a aliança em nível nacional. "Existe um trabalho permanente de não criar constrangimentos. Ninguém será forçado a nada", disse Feldman.

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