Gurgel rebate crítica sobre atraso de inquérito do caso Cachoeira

Procurador da República diz que críticos têm medo do julgamento do mensalão, apontado por ele como "maior atentado à democracia"

Wilson Lima, iG Brasília |

O Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rebateu nesta quarta-feira (9) as críticas recebidas por ele pela não abertura de inquérito contra políticos envolvidos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira , após a operação Vegas deflagrada pela Polícia Federal em 2009.

Há cerca de três anos já se sabia do suposto envolvimento de nomes como o do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com os jogos de azar, mas apenas após a operação Monte Carlo e ao ser pressionado publicamente o procurador autorizou a abertura do inquérito que resultou na criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) .

Gurgel justificou que não viu elementos suficiente para a abertura de processo de investigação em 2009. “Se não fosse essa postura, a operação Monte Carlo não teria existido”, argumentou.

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O procurador acusou seus críticos de terem medo do julgamento do mensalão, em gestação no Supremo Tribunal Federal (STF). “O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão”, afirmou.  "O mensalão é um atentado à democracia brasileira”, disse.

Sem citar nomes, Gurgel sugeriu que as críticas a ele foram feitas por ex-investigados do Ministério Público. "São pessoas que na verdade estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmo, com os fatos de desvio de recursos e corrupção", rebateu.

Ele também classificou o vazamento de informações referentes à operação Monte Carlo como o caso “mais escandaloso” da história.

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