Veja imagens da ameaça nuclear no Japão

Milhares deixam região de Fukushima, onde terremoto seguido de tsunami causou problemas em reatores de usinas nucleares

iG São Paulo | 13/03/2011 10:04

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Enquanto busca sobreviventes e tenta se recuperar de um terremoto seguido de tsunami, o Japão enfrenta uma ameaça nuclear na região de Fukushima, a cerca de 250 quilômetros de Tóquio.

Milhares de moradores tiveram de deixar a região depois de vários reatores de usinas nuclares enfrentarem problemas. Segundo governo, até 160 pessoas podem ter sido expostas à radiação, mas nenhuma delas apresentou problemas de saúde até agora.

Veja imagens da região de Fukushima:

O problema em Fukushima começou na sexta-feira, quando o terremoto deixou várias áreas do Japão sem energia, causando falhas no sistema de resfriamento das usinas. Mesmo após os reatores serem desligados, é necessário dissipar o calor produzido pela atividade nuclear dentro do seu núcleo.

Como o sistema de resfriamento falhou, esse calor não foi dissipado. Por isso, autoridades optaram por permitir a liberação de ar e vapor com radioatividade em Fukushima 1. Como consequência, uma explosão ocorreu no sábado (12), sem danificar o reator.

Segundo o governo, apesar de a explosão ter causado uma diminuição dos índices de radioatividade e reduzido a pressão sobre o reator, foi necessário introduzir água do mar para tentar compensar as falhas no sistema de resfriamento. A situação ainda não foi completamente controlada.

No domingo (13), autoridades também liberaram ar e vapor com radioatividade de Fukushima 3.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, garantiu que a quantidade de material radioativo que vazou até agora é muito pequena e não representa perigo à saúde humana.

Maior terremoto do Japão

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de 8,9 graus de magnitude que atingiu o Japão na sexta-feira foi o maior já registrado no país e o sétimo maior da história. O tsunami correu através do Oceano Pacífico a uma velocidade de 800 km/h - tão rápido quanto um jato -, antes de chegar ao Filipinas, Indonésia e Havaí e à Costa Oeste dos EUA, sem registro de grandes danos.

Até agora, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.

Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico. O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta

Com AP, BBC, AFP, EFE e Reuters

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