Moçambicano é arrastado por carro da polícia na África do Sul; assista

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Taxista morreu após ser algemado à traseira de van e ser arrastado em Johanesburgo sob acusação de estacionar em local proibido; imagens da agressão foram feitas por pedestre

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Autoridades sul-africanas abriram nesta quinta-feira uma investigação sobre a morte de um taxista moçambicano que foi algemado à traseira de uma van da polícia e arrastado pelas ruas de Johanesburgo.

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A cena foi gravada por um pedestre em seu seu celular e divulgada na imprensa do país. Um porta-voz do Diretório de Investigação da Polícia disse estar "chocado" com as imagens. Grupos de direitos humanos acusaram a polícia da África do Sul de "brutalidade".

Vídeo mostra taxista moçambicano sendo arrastado por van:

A imprensa local noticiou que a polícia inicialmente agrediu o homem de 27 anos, acusando-o de ter estacionado seu táxi em local proibido.

O vídeo mostra uma multidão de pessoas ao redor de policiais uniformizados que algemam o homem na van e o arrastam em disparada. Depois de ter sido arrastado, o taxista foi detido e morreu na delegacia, segundo a imprensa sul-africana.

"Estamos investigando o incidente envolvendo a morte de um homem, aparentemente pelas mãos da polícia. Estamos chocados com o vídeo desde que ele foi divulgado", afirmou o porta-voz da polícia Moses Dlamini, segundo a agência de notícias da AFP. "As circunstâncias envolvendo sua morte ainda não passam de acusações. Vamos investigar e entender o que realmente aconteceu".

A ONG Anistia Internacional informou que há uma "tendência incrivelmente perturbadora" de brutalidade na polícia na África do Sul. A comissária da polícia da África do Sul também condenou o episódio. "O problema é visto pelo Comissariado Nacional como algo muito sério e nós o condenamos fortemente", disse Riah Phiyega.

Gravação: Vídeo mostra momento em que polícia sul-africana mata grevistas

O departamento de polícia, entretanto, não informou se os policiais envolvidos no incidente foram punidos, acrescentou a AFP. Esse não é o primeiro episódio de violência policial na África do Sul. Em agosto, a polícia matou à queima-roupa 34 mineiros que protestavam na mina de platina Marikana, no noroeste do país. O caso ainda está sendo investigado por uma comissão de juízes indicada pelo presidente sul-africano, Jacob Zuma.

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