Revista alemã ouviu ex-namorada de Andreas Lubitz, que o descreve como "mente aberta" no público e ansioso no privado

Andreas Lubitz, copiloto do voo da Germanwings e apontado como o responsável pelo acidente que matou outras 149 pessoas, nos Alpes Franceses, na última terça-feira (24), queria fazer algo grande e espetacular, segundo uma ex-namorada ouvida pelo tabloide alemão Bild.

Segundo a publicação, Maria (nome fictício), de 26 anos, que é aeromoça namorou Lubitz por cerca de 5 meses, disse que o copilopo sempre falava que faria algo que "mudaria o sistema" e "faria todos lembrarem dele". "Na hora não fazia sentido, mas agora faz", disse ela. 

Andreas Lubitz
AP
Andreas Lubitz

"Quando eu ouvi sobre o acidente, lembrei que ele dizia que um dia iria fazer algo grande que vai mudar o sistema e fazer todos saberem meu nome e lembrarem de mim. Eu não sabia o que ele queria dizer na época, mas agora está claro". 

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Para ela, o motivo de ele ter jogado propositalmente o avião contra as montanhas foi a impossibilidade de concretizar o sonho de se tornar piloto de grandes distâncias por causa dos seus problemas de saúde. 

As investigações apontaram que Lubitz tinha depressão e que passou por tratamento psiquiátrico há cerca de cinco anos. O copiloto tinha também um atestado médico para o dia do acidente, segundo uma publicação alemã. O documento não foi entregue à companhia aérea. 

Um porta-voz da polícia de Dusseldorf (Alemanha) que realizou buscas apartamento de Lubitz na cidade e na casa de seus pais, na cidade vizinha de Montabaur, disse que os atestados confiscados apontam para uma doença existente. "Os documentos com conteúdos médicos foram confiscados que apontam para uma doença existente e tratamento médico".

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Maria descreve o ex-namorado como alguém "agradável e de mente aberta" em público, mas que precisava de constante amor e confiança no privado.

"Ele era um bom homem que poderia ser muito doce. Me dava flores".  

Ela disse também que ele estava sofrendo muita pressão no trabalho, o que o fez ficar agitado e ansioso. Maria disse que eles se separaram porque não conseguia lidar com os problemas e temperamento volátil dele. 

"Durante as nossas conversas,  de repente, ele começava a gritar comigo. Eu ficava com ele. Uma vez ele me trancou no banheiro por muito tempo. 

Compra de carros

As investigações apontaram que o copiloto estaria passando por uma crise no relacionamento com a nova namorada, de quem teria se separado recentemente. Como última tentativa de reconquistar a mulher, ele teria comprado um carro da marca Audi apenas algumas semanas atras. O carro não foi entregue. 

Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (26), Lubitz teria trancado o capitão do voo do lado de fora da cabine e iniciou o procedimento de descida em direção às montanhas. 

Um porta-voz 'escritório em Dusseldorf, que realizou pesquisas de apartamento de Lubitz na cidade e seus pais os promotores casa, na cidade vizinha de Montabaur, onde ele passou a maior parte de seu tempo, disse: "Os documentos com conteúdos médicos foram confiscados que apontam para uma doença existente e tratamento correspondente pelos médicos.



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